OPINIÃO
10/10/2014 16:48 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

Qualidade de vida em Gold Coast

Stuart Ashley via Getty Images

Vamos falar do meu dia? Hoje eu acordei, tomei meu café da manhã em casa, caminhei 20 minutos até a escola, após a aula eu atravessei a rua, dei um mergulho no mar, nadei até cansar, caminhei 200 metros até a minha academia e por fim voltei andando para casa. Isso eu chamo de qualidade de vida e é exatamente o que estou vivendo aqui em Gold Coast.

Devo pontuar que essa é a rotina de um estudante internacional que tem poucas raízes e obrigações em seu novo momento da vida. O australiano comum não tem exatamente essa rotina, mas é importante frisar que não é muito longe disso que relatei, ainda assim, nada parecido com meu cotidiano em São Paulo.

Falando em rotina eu estou começando a criar a minha e já estou mais adaptado à Gold Coast. Finalmente estou vivendo o fuso horário local. Acordar às 4 da manhã e ficar esperando o sol nascer deitado na cama foi meu dia-a-dia da primeira semana. Hoje eu já estou acordando às 7h30 e querendo ficar mais na cama. Além disso, eu já estou conseguindo tomar a tap water, isto é, a água da torneira que é potável e todos bebem por aqui. Meu primeiro gole foi uma experiência terrível, quase vomitei, o sabor era muito marcante, parecia água de piscina. Para saciar a sede eu comprei garrafas de água da nascente da montanha Tamborine. Chique? Nem tanto, essa montanha rodeia Gold Coast e a garrafa de 1,5l custa 80 centavos no supermercado. Não pense que por aqui a água engarrafada seja barata, normalmente custa em média 2,50 dólares, o mesmo valor de um Red Bull. A única água barata é essa de 80 cents na maior rede de supermercados da Austrália.

Começaram minhas aulas e eu fui bem recebido em New Brazil! Esse não é o nome da escola, apenas o apelido que dei a ela. Acredito que mais de 65% dos alunos são brasileiros! Quando alguém disser para você, que está pensando em vir estudar na Austrália, que há muitos brasileiros no país, acredite porque é verdade. Minha escola em especial tem uma grande quantidade de brasileiros, em outras existem um equilíbrio maior, ao menos o que eu ouvi falar. Não sei o motivo, por exemplo, eu peguei uma promoção que paguei 5 meses de curso e ganhei o sexto de graça. Talvez isso tenha trazido mais brasileiros, principalmente os que estão aqui só para surfar e fazer farra, mas que para isso precisam estar matriculados em uma escola de inglês. Sim, tem muita gente nessa situação. Não pense que brasileiro é uma erva daninha. Na minha escola há muitos, como na escola de um amigo meu a nacionalidade prevalecente é a suíça.

Quer fugir dos brasileiros? Então fuja dos destinos mais desejados e populares, tais como Gold Coast, Sydney, Brisbane, Melbourne e Perth. A Austrália tem diversas outras cidades onde é possível estudar inglês: Alice Springs (no meio do deserto), Darwin (é possível encontrar crocodilos nadando no mar), Cairns (a grande barreira de coral), Hobart (capital da Tasmânia, que para quem não sabe é um estado australiano), enfim, inúmeras opções, qualquer site de agência de intercâmbio especializada em Austrália você poderá encontrar a relação das cidades. Eu não estou arrependido em ter escolhido Gold Coast, estou gostando de morar aqui, se eu pudesse escolher novamente ficaria entre aqui e Cairns, que eu nem cheguei a considerar quando fechei meu pacote.

No último final de semana eu fui conhecer a Montanha Tamborine (a mesma da água de 80 cents). Quem me levou foi a dona da casa que eu moro. Fomos nós e mais três estudantes, a suíça que já morava aqui, além do brasileiro e o novo suíço que chegaram semana passada. Foi um passeio bem gostoso, o melhor momento foi conhecer e interagir com os pássaros lorikeets que são muito abusados e destemidos. Eu estava tomando chocolate quente na área externa de um restaurante polonês no alto da montanha quando diversos pássaros vieram até minha mesa querendo comer da minha comida. Eles subiram nos meus ombros, braços, comeram na palma da minha mão e até me deram beijo de esquimó. Esses pássaros são selvagens, porém acostumados a interagir com os turistas. Quem quiser ver fotos basta me seguir no Instagram @leandroreis87. Ainda em Tamborine passamos por uma feirinha onde as pessoas vendiam objetos usados e alimentos. Em uma barraca vi grapefruit por 50 centavos a unidade. Comprei uma e agora estou com ela ao meu lado. Nunca comi grapefruit na vida e devo confessar que nem sei como se come isso. Seria descascando tipo laranja? Terminando este texto vou procurar um DIY no Youtube para aprender a comer grapefruit. Tempos modernos, Youtube me ensinando até a comer...

Acompanhe mais artigos do Brasil Post na nossa página no Facebook.


Para saber mais rápido ainda, clique aqui.

MAIS VIAGENS NO BRASIL POST:

Photo galleryCasal registra "air kiss" em viagem pelo mundo See Gallery