OPINIÃO
06/02/2015 17:35 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:53 -02

Libéria testa vacina contra o ebola

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou na semana passada que testes de vacinação contra o ebola estão em andamento na Libéria. O governo do país está liderando a iniciativa, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.

www.gov.uk/government/topical-events/ebola-virus-governme...---------------------------------------Picture: Simon Davis/DFIDFree-to-use photoThis image is posted under a Creative Commons - Attribution Licence, in accordance with the Open Government Licence. You are free to embed, download or otherwise re-use it, as long as you credit the source as 'Simon Davis/DFID'." data-caption="Lance Corporal Chris Paterson shows NHS medics how to put on Personal Protective Equipment (PPE) that they will wear in the British-built Ebola treatment centres in Sierre Leone.The kit - including overalls, visors, gloves and more - must be put on in the right order to provide maximum protection, as well as removed in a special sequence to reduce risks of contamination.Doctors, nurses and medics from across the UK's National Health Service are joining Britain's fight against Ebola in Sierra Leone. More than 30 NHS staff will make up the first group of volunteers to be deployed by the UK government.The NHS volunteers have spent 9 days training at the Army Medical Services Training Centre at Strensall near York in preparation. The facility is a replica of a Sierra Leone Ebola treatment centre.The group - which includes GPs, nurses, clinicians, psychiatrists and consultants in emergency medicine - will work on testing, diagnosing and treating people who have contracted the deadly virus.They will work in British-built treatment centres across the country, which when full, will triple Sierra Leone’s bed capacity.Find out more about the UK's fight against Ebola in Sierra Leone at: www.gov.uk/government/topical-events/ebola-virus-governme...---------------------------------------Picture: Simon Davis/DFIDFree-to-use photoThis image is posted under a Creative Commons - Attribution Licence, in accordance with the Open Government Licence. You are free to embed, download or otherwise re-use it, as long as you credit the source as 'Simon Davis/DFID'." data-credit="DFID - UK Department for International Development/Flickr">

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou na semana passada que testes de vacinação contra o ebola estão em andamento na Libéria. O governo do país está liderando a iniciativa, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.

A Libéria é um dos três países mais afetados pelo ebola, ao lado da Guiné e de Serra Leoa.

30 mil voluntários

Cerca de 30 mil voluntários participam dos testes em clínicas e hospitais. O plano é testar as principais vacinas candidatas contra o ebola e fazer uma comparação com o grupo que vai tomar um placebo. Segundo a OMS, a primeira fase vai testar aceitação, tolerância e resposta à imunização.

Depois da Libéria, a Guiné deve ser o próximo país a testar a vacinação contra a doença. Em Serra Leoa, a abordagem será diferente: equipes vão imunizar comunidades de uma região e algumas semanas depois, vacinar pessoas de outra área. A OMS explica que a ideia é checar se vão diminuir os casos nas primeiras regiões a serem imunizadas.

A agência da ONU destaca que a vacina contra o ebola é preventiva, não uma cura ou medida de tratamento.

Na quinta-feira, 5, falando a jornalistas na sede da ONU em Nova York, o vice-porta-voz do secretário-geral da organização afirmou que o número de casos de ebola subiu pela primeira vez em 2015.

OMS

Farhan Haq fez a declaração citando a OMS como fonte e afirmou que durante o trabalho para que se chegue a zero caso, os números podem variar, subindo ou descendo.

Ele afirmou ainda que "a estratégia implementada por governos nacionais e a comunidade internacional está funcionando", mas que o ebola não terá desaparecido de qualquer país, até que tenha sumido de todos.

De acordo com os últimos dados da OMS, há 22.495 casos confirmados, prováveis e suspeitos de ebola, com 8.981 mortes.

Na sexta-feira, outra agência da ONU, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou que 16,6 mil crianças perderam um ou ambos os pais ou responsáveis por causa do surto de ebola na África.

Segundo a agência, os dados são relativos aos três países mais atingidos pela epidemia. Muitas crianças estão sendo cuidadas pelas próprias comunidades que moravam já que não têm mais nenhum parente vivo.

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