OPINIÃO
01/03/2014 12:28 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:12 -02

Por um carnaval (e uma vida) livre de mão boba

No Carnaval, caia na farra, mas não caia na ideia de que se pode tudo. Ainda mais quando esse "tudo" inclui diversas formas de violência contra a mulher. Pela internet, já surgiram diversos alertas e campanhas contra o assédio sexual durante a festa.

No Carnaval, caia na farra, mas não caia na ideia de que se pode tudo. Ainda mais quando esse "tudo" inclui diversas formas de violência contra a mulher. Pela internet, já surgiram diversos alertas e campanhas contra o assédio sexual durante a festa -- entre elas, uma da revista masculina VIP (!), para onde pude escrever um texto sobre a Chega de Fiu Fiu. Veja abaixo:

Revista VIP

Não seja escroto neste carnaval

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"No carnaval, pode tudo" é uma frase que deveria dar arrepios em qualquer um. A festa, por vezes, mascara a violência sexual que muitas mulheres sofrem durante a celebração do feriado. Puxões, encoxadas, beijos forçados, mão boba, um tapinha que "não dói"... Quem nunca ouviu falar dessas histórias?

Governo da Paraíba

Não mascare a violência contra as mulheres

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No Carnaval não pode tudo. Por isso lançamos a campanha "Não mascare a violência contra as mulheres". Se você presenciar ou sofrer esse tipo de violência, denuncie.

Página do Facebook Acontece Comigo

No Carnaval, a fantasia é minha. O corpo é meu

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O espaço divulga vídeos sobre violência contra a mulher e depoimentos de vítimas de assédio como o acima.

Como resultado dessa cultura machista e opressora, o carnaval para as mulheres acaba sendo, muitas vezes, justamente o contrário da liberdade. Vítimas de diversas violações e atrocidades, se sentem acuadas. O cenário carnavalesco se transforma em espetáculo de opressão.

Um dia ainda viro cartunista

Carnaval: alegria, orgia e bacanal com consentimento, por favor.

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A página da cartunista Didi Helene divulgou ilustração em apoio à campanha do Acontece Comigo.

"Você quer?", "Posso?" e "Sim, eu quero" não custa nada. #ficaadica sempre (não só pro carnaval!).

Marcha das Vadias (Recife)

Quero brincar como quiser!

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A página do movimento está publicando diversas imagens contestando a violência sexual e o estereótipo hiper sensualizado da brasileira (não é mesmo, Adidas?)