OPINIÃO
27/01/2015 16:20 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Nicki Minaj: 'Rapper mulher, não. Rapper, sim'

"Eu fico incomodada quando as rádios tocam minhas músicas com outros caras mas não tocam minhas músicas solo. É quase como se os homens dessa indústria tivessem vergonha de elogiar uma rapper mulher. Vocês não vão perder a masculinidade ou o respeito por isso", diz a rapper.

divulgação

"Eu não quero ser chamada de 'rapper mulher'. Não quero isso. Eu sou uma rapper. Ponto". Em seu último documentário para a MTV, My Time Again, Nicki Minaj, 31, uma das maiores estrelas do hip-hop mundial atualmente, deixou bem claro sua opinião sobre colocarem-na em uma categoria separada das dos rappers homens. E já estava na hora.

2014 foi um ano intenso para a trinidiana criada no Queens, em Nova York. Nicki foi considerada a melhor rapper do ano(sem distinção de gênero) pela Complex Magazine, além de ter sua parceria com Beyoncé, Flawless (Remix) sendo eleita a música do ano pela TIME Magazine. Colecionou hits, apresentações fantásticas - e polêmicas, e lançou um surpreendente álbum seguido do fim de um relacionamento de mais de uma década.

No ano passado o hit massivo Anaconda, indicado ao Grammy de melhor canção de rap, gerou inúmeras controvérsias por sua capa, vídeo e versos considerados provocativos. Em entrevista cedida à GQ Magazine, ela deixou sua opinião sobre as controvérsias bem clara: "Eu não sei se tem algo pra falar [sobre o vídeo]. Eu estou falando sério. Eu vejo ele como um vídeo normal. São garotas se divertindo."

Também no ano passado, Nicki passou por uma mudança drástica em seu visual. Abandonou de vez as roupas e perucas excêntricas e adotou novamente uma aparência mais natural. "Eu sempre soube que quando estivesse prestes à lançar meu terceiro álbum eu voltaria ao meu cabelo natural. Eu sabia que seria ainda mais chocante do que continuar fazendo o que eu estava fazendo."

A mudança nos trajes reflete no amadurecimento de sua música. Considerado pela crítica como seu melhor álbum, apesar de um desempenho comercial não tão marcante, The Pinkprint, lançado em dezembro, mostra uma Nicki mais sombria, introspectiva e humana. Parte disso se deve ao término com seu noivo, Safaree Samuels, conhecido como SB, com quem manteve um relacionamento por surpreendentes 11 anos. Durante todas suas poucas falas sobre o caso, ela mostrou uma fragilidade dificilmente vista anteriormente. "Você nunca pode estar preparada para algo como isso."

https://www.youtube.com/watch?v=qk7DT43hwFw

Para 2015, podemos esperar ainda mais Minaj. Atualmente, ela aparece nas paradas urbanas de todo o mundo com o single Only e o hit Truffle Butter, ambos com participações de Drake e Lil' Wayne (o primeiro conta também com o cantor Chris Brown). Apesar do notável desempenho de Truffle Butter, Nicki não cogitou lançá-la como single e planeja a gravação do clipe de Feelin' Myself, outra parceria com Beyoncé, no Texas.

"Eu fico incomodada quando as rádios tocam minhas músicas com outros caras mas não tocam minhas músicas solo. É quase como se os homens dessa indústria tivessem vergonha de elogiar uma rapper mulher. Vocês não vão perder a masculinidade ou o respeito por isso", comentou durante uma aparição em um programa de rádio americano, o que justifica a escolha de Feelin Myself - um verdadeiro girl power anthem - como próximo single.

Mais introspectiva, e ao mesmo tempo mais forte do que nunca, este será um ano interessante para Minaj, que vem reafirmando-se como uma presença essencial e respeitada no hip-hop.

Eu absolutamente não me vejo mais como 'rapper mulher'. Me desculpem, mas eu me vejo como rapper. Ponto. Eu trabalhei com os melhores, cheguei no nível dos melhores. Eles me respeitam e por isso eu devo me respeitar o suficiente pra me ver da mesma forma que eles.

'The Pinkprint' já está disponível nas lojas do Brasil.

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