Opinião

Sendo corajosa em roupas íntimas sexy pretas

Precisamos começar a nos livrar do discurso negativo, do diálogo, pensamentos e comentários negativos que fazemos a nós mesmas e umas às outras. Eu definitivamente gostei mais da minha vida ao enchê-la de amor, em vez de ódio.

Eu já passei 35 anos nesta Terra. Sou uma esposa há 13, mãe há 11, hoje com cinco filhos, e blogueira há quatro. No ano passado comecei a falar. Em público. Na frente de pessoas.

Sair de trás do computador e enfrentar as pessoas foi um pouco assustador. Com as fotos de celular e as mídias social, eu sabia que as pessoas iam me ver nas fotos. Muitas. Também sabia que não teria controle dos ângulos ou filtros.

Eu precisava aprender a amar a mim mesma, e rapidamente, ou isto seria horrível. Eu estava odiando a mim mesma enquanto amava os outros.

Comecei compartilhando minha viagem ao amor-próprio no Instagram em Birth Without Fear (Parto sem medo), uma extensão de meu blog de mesmo nome e página no Facebook. A cada selfie que eu compartilhava, algo poderoso acontecia: eu também dava uma voz aos meus pensamentos internos. Por exemplo, a percepção de que eu não precisava passar aquele dia me odiando. Que desperdício! Essa honestidade abriu o diálogo para milhares de outras mulheres. Elas se tornaram mais francas sobre o que sentiam sobre si mesmas, e até compartilharam suas fotos para processar seus sentimentos usando #bwfselflove.

A maior lição que aprendi foi que eu via o mundo pelos olhos de uma garota gorda. Eu pensava que as mulheres magras não tinham problemas. Se elas eram magras, do que poderiam se queixar? Comecei a ouvir essas mulheres lindas falarem sobre suas próprias lutas com a própria imagem. Algumas estavam até lutando para manter o peso para serem saudáveis para si mesmas e para seus filhos.

Uma mulher me disse recentemente que minha jornada de amar quem eu sou a ajudou enormemente a amar a si mesma como uma anoréxica em recuperação. Isso é poderoso.

Tem sido uma mudança de vida para mim. Eu percebi que todos temos coisas para superar e que nossa saúde física e mental não pode ser vista de fora.

Precisamos abandonar nossos julgamentos e escutar.

No ano passado, conheci Ashlee Jackson e Laura Wilson, do incrível Projeto 4th Trimester Bodies (Corpos do 4º trimestre), que mostra a beleza dos corpos de mães de todas as idades, formas e tamanhos por meio de lindas fotografias em preto e branco. Eu imediatamente me apaixonei pelo que elas estavam fazendo. Elas me disseram que eu deveria participar. Eu tinha percorrido um longo caminho, mas não estava entendendo o que elas propunham. Vestir roupas íntimas pretas, tirar fotos e postá-las na Internet? Nunca!

Durante este ano de transformação, porém, eu lentamente descartei meu discurso negativo e o ódio. Comecei a amar a mim mesma, como eu sou. No início foi uma opção diária. Literalmente dizer a mim mesma: "January, você só tem hoje garantido, então por que passar o dia odiando a si mesma? Seu corpo criou cinco vidas humanas, e está na hora de ver a apreciá-lo". Depois disso, a cada dia ficou mais fácil amar a mim mesma.

Então, no último mês de abril, quando Ashlee e Laura vieram até minha cidade, eu disse "Por que não?" Perguntei ao meu marido e a meus filhos o que eles achavam. Meu marido disse que me apoiava totalmente e meus filhos acharam que era hilário mamãe ser fotografada em roupas íntimas. Eles me acham absolutamente linda como sou.

Foi um dia maravilhoso, durante o qual me senti mimada, amada e aceita como a linda deusa que sou. Foi uma festa! Em minhas roupas íntimas. Com meu peso recorde.

Foto: Ashlee Wells Jackson, 4th Trimester Bodies

Então as compartilhei na mídia social. Nunca me arrependi. Recebi 99,9% de comentários positivos e amor. Se você esteve na Internet ultimamente, sabe que isso é bastante incrível.

Ao 0,1% que avaliou minha saúde por causa do meu tamanho, a única resposta que tive foi: "Sou gorda. Sou saudável. Sou saudável e gorda". A menos que alguém seja meu parente próximo ou médico, sua opinião realmente não importa, de qualquer modo.

Precisamos começar a nos livrar do discurso negativo, do diálogo, pensamentos e comentários negativos que fazemos a nós mesmas e umas às outras. Eu definitivamente gostei mais da minha vida ao enchê-la de amor, em vez de ódio.

Ah, e, só para constar, sinto-me mais corajosa sendo mãe de cinco filhos do que compartilhando meu corpo em roupas íntimas pretas e sexy online.

Foto: Ashlee Wells Jackson, 4th Trimester Bodies

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