OPINIÃO
02/10/2015 19:35 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

Petrobras, 62 anos

O projeto ideológico da direita é a venda do patrimônio brasileiro às empresas internacionais, dando a Petrobras de mãos beijadas a outros países da América do Norte e Europa.

MARCELO D. SANTS/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

Com o aprofundamento da industrialização de base no governo Vargas e a mudança de olhar do Estado para a soberania, surgia há mais de seis décadas a Petrobras.

Fruto do descobrimento dos primeiros poços de petróleo na Bahia, a campanha "O Petróleo é Nosso" já varria o País sob o coro de milhões de nacionalistas, como a saudosa Maria Augusta Tibiriçá Miranda.

A estatal brasileira se tornou pilar fundamental no desenvolvimento de nossa economia, nas tecnologias de exploração em camadas profundas, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo e gás natural, petroquímica, distribuição de derivados, energia elétrica e outras fontes energéticas.

Sua produção é motivo de orgulho. Só no início deste ano, a Petrobras obteve lucro operacional de R$ 22,8 bilhões, 39% superior ao do 1º semestre do ano passado, tendo fechado o primeiro trimestre com R$ 68,2 bilhões em caixa.

Também no 1º semestre, a produção total da Petrobras atingiu média diária de 2,784 milhões barris de óleo, representando um crescimento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com o pré-sal, o desempenho foi grandioso e refletiu, em junho, um recorde de produção mensal de petróleo: 747 mil barris por dia.

Ainda este ano, a estatal ganhou a mais importante premiação internacional destinada ao setor petroleiro, o OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions.

Não é pouco, como se vê.

Nem de longe lembra o cenário de caos e catástrofe gerencial desenhado pelos partidos de oposição, resultado de um "terceiro turno eleitoral" postergado para aviltar a governabilidade da presidenta Dilma Rousseff.

Como se sabe, o projeto ideológico da direita é a venda do patrimônio brasileiro às empresas internacionais, dando de mãos beijadas a outros países da América do Norte e Europa esse "arsenal" estratégico para o desenvolvimento do País e a competição nos mercados internacionais.

O DNA privatista do PSDB e aliados já resulta na tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional que visam à mudança do regime de partilha do pré-sal, retirando da Petrobras a posse de 30% das jazidas e, também, a posição privilegiada de operadora única dos campos de petróleo.

Tanto na Câmara, quanto no Senado, esses parlamentares tentam afrontar todas as conquistas do povo brasileiro quanto à soberania nacional na questão energética e geração de tecnologias.

É por conta disso que, neste sábado (3), aniversário da Petrobras, a Frente Brasil Popular ocupará corajosamente as ruas de diversas capitais brasileiras para defender o patrimônio brasileiro.

Movimentos sociais, federações trabalhistas, sindicatos e partidos políticos erguerão bandeiras em defesa da estatal e contra a modificação do regime de participação da empresa nos campos de Pré-Sal.

Uma das maiores empresas do mundo em seu setor, um patrimônio do Brasil e dos brasileiros, não pode ser desmantelada a serviço dos interesses internacionais.

Essa disputa requer atenção política e civil constante, dentro do Parlamento e fora dele.

Os ataques à estatal devem ser barrados por todos que sabem de seu potencial produtivo e seu papel no desenvolvimento de nosso País. Vamos às ruas!

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