OPINIÃO
28/04/2015 16:03 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

1º de Maio: renovar nossas lutas

No Brasil, temas como a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário, superação do trabalho escravo, o combate à precarização na cidade e no campo e a garantia de igualdade de gênero nas relações trabalhistas ainda estão pendentes.

Desde as primeiras greves de operários por melhores condições de trabalho no final do século XIX, o Dia do Trabalhador se consagrou o dia em que os trabalhadores levantam suas bandeiras no mundo. Essa data é a oportunidade de lembrar conquistas e de reforçar a luta pelos avanços ainda necessários.

No Brasil, temas como a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário, superação do trabalho escravo, o combate à precarização na cidade e no campo e a garantia de igualdade de gênero nas relações trabalhistas ainda estão pendentes.

No Congresso Nacional, há uma pauta enorme a ser enfrentada, mas sob a ótica dos trabalhadores, o mundo do trabalho não tem uma maioria a representá-lo. Para consolidar ainda mais a democracia brasileira, garantindo a participação efetiva desse segmento tão importante, precisamos de uma reforma política ampla e democrática.

Temos de caminhar juntos, trabalhadores e Parlamento, para que o 1º de Maio seja cada vez mais celebrado com a efetivação de avanços na legislação. Nesse sentido, a Bancada do Partido Comunista do Brasil tem sido aguerrida na defesa dos direitos trabalhistas e de uma agenda voltada à valorização do trabalho como o maior instrumento do desenvolvimento nacional.

Um exemplo recente dessa atuação foi a firme batalha contra o Projeto de Lei 4330/04, que universaliza as atuais fragilidades da Terceirização no Brasil. No momento decisivo, os trabalhadores deram um exemplo de mobilização e todos os deputados do PCdoB votaram unidos contra uma proposta que ameaça a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Com a aprovação da matéria na Câmara, estamos mobilizados agora para tentar impedir que esse projeto seja referendado pelo Senado.

O esforço do PCdoB é para impedir que o trabalhador seja sempre a parcela mais penalizada da sociedade brasileira. Os ajustes necessários devem recair sobre os que especulam, sonegam e acumulam cada vez mais. O próximo dia primeiro é o momento de o Brasil dar um basta a práticas que só beneficiam poucos, em detrimento da maioria da população.

O PCdoB tem uma pauta e se manterá fiel a ela. Para defendê-la e fazê-la avançar conclamamos todos os trabalhadores e trabalhadoras a participarem dessa luta histórica e cotidiana. A luta pela manutenção de direitos duramente conquistados. A luta pelo fim de mecanismos que precarizam o trabalho e reduzem a renda dos trabalhadores no momento de suas aposentadorias. A luta pela valorização de quem abre as portas do desenvolvimento para o Brasil, os trabalhadores e trabalhadoras de nosso país. Juntos, renovando nossas lutas.