OPINIÃO
03/03/2016 18:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Não é só o Messi! Conheça 9 histórias emocionantes do futebol fora das quatro linhas

Que o futebol é paixão mundial não resta dúvida. O esporte que leva multidões aos estádios e faz milhares vibrarem com um gol tem o apreço até daqueles que não gostam tanto da modalidade assim em tempos de Copa do Mundo ou Olimpíada, por exemplo. Mas nem sempre o que acontece dentro das quatro linhas é só o que comove torcedores e simpatizantes do futebol. Muitas vezes, o futebol cativa pelo que faz fora de campo.

Que o futebol é paixão mundial não resta dúvida. O esporte que leva multidões aos estádios e faz milhares vibrarem com um gol tem o apreço até daqueles que não gostam tanto da modalidade assim em tempos de Copa do Mundo ou Olimpíada, por exemplo.

Mas nem sempre o que acontece dentro das quatro linhas é só o que comove torcedores e simpatizantes do futebol. Muitas vezes, o futebol cativa pelo que faz fora de campo.

Você deve se lembrar da história de Murtaza Ahmadi, garoto afegão de cinco anos que ficou famoso após ser fotografado com uma camisa improvisada de plástico de Messi, da Argentina. Nesta quinta-feira (25), o Twitter oficial da Unicef do Afeganistão divulgou uma foto do menino com uma camisa, dessa vez, original da seleção argentina e autografada pelo jogador. À BBC, o staff do jogador confirmou que o presente foi enviado pelo atleta.

Veja a emoção de Murtaza ao vestir a camisa autografada pelo ídolo.

O garoto afegão veste, à esquerda, a camisa autografada pelo ídolo; à direita, a improvisada por ele. (Foto: Montagem/Reprodução Twitter Unicef)

O caso de Murtaza não é uma exceção. O futebol está cheio de histórias assim. Aqui e pelo resto do mundo. Pegue seu lencinho e relembre (ou conheça) dez histórias em que o futebol não foi apenas um jogo.

Jogador do Ajax por um dia

Em 2013 o time holandês Ajax ganhou o reforço de um garoto de nove anos por um dia. Jay-Jay Willems sofre de Síndrome de Cólon Irritável, doença crônica que atinge o intestino. Todos os dias ele toma uma série de remédios, inclusive morfina. Sabendo do amor do garotinho pelo clube, o Ajax propôs que Jay-Jay virasse jogador do time por um dia. O tratamento foi de estrela: treinou com os companheiros, foi apresentado pelo técnico em uma coletiva de imprensa e entrou com o time em campo em uma partida - tendo seu nome e foto mostrados no telão, e também dando o pontapé inicial do jogo.

Jay-Jay em sua coletiva de 'apresentação' no Ajax ao lado do treinador do clube

Morador de rua se recupera após encontro e conselhos de Ricardo Oliveira

Em 2015, Sérgio Fernandes morava nas ruas de Santos após ser preso por tráfico de drogas e abandonar a família. Morando e trabalhando em um lixão de Praia Grande, Sérgio teve contato com uma ONG que auxilia pessoas em alto risco. O rapaz carrega no peito uma tatuagem do Peixe. Uma foto foi tirada, viralizou e, com isso, tiveram a ideia de leva-lo ao CT Rei Pelé para estimular sua recuperação. Lá, Sérgio teve contato com o atacante Ricardo Oliveira, que deu conselhos ao homem: "o único que não pode perder as esperanças em você é você mesmo". Após o encontro, com a ajuda do jogador e da ONG, Sérgio se mudou para uma clínica de reabilitação. Após 60 dias do primeiro encontro, Sérgio voltou ao CT com uma nova aparência para reencontrar o atacante.

O primeiro e o segundo encontro entre Sérgio e Ricardo Oliveira após recuperação do morador de rua

A Piratinha gremista e o encontro com Barcos

Foi em 2012 que Gabrieli, ainda bebê, foi diagnosticada com Leucemia Linfóide Aguda. A doença necessitava de um combate rápido, mas, infelizmente, duradouro. Após 47 dias sem sair do hospital, várias sessões de quimioterapia e medicação forte, a bebê reagiu bem e praticamente eliminou a doença do organismo. Moradora de São Sepé, a família tinha que viajar 60 quilômetros toda semana até Santa Maria para realizar as sessões de quimio. Fanática pelo Grêmio, ficou famosa no ano seguinte após tirar uma foto imitando o então atacante gremista Barcos, tapando um dos olhos e erguendo o punho. A foto viralizou, Barcos ficou comovido com a história e, meses depois, fez uma visita surpresa a garotinha. O artilheiro levou a levou nos braços até o gramado na partida entre Grêmio e Santa Fé, na Libertadores daquele ano e, em 2015, fez nova visita a Gabrieli quando estava de férias no Brasil.

Barcos com Gabrieli no jogo entre Grêmio e Santa Fé, pela Copa Libertadores

Matheus teve seu nome gritado pela torcida do Cruzeiro

Matheus tem apenas seis anos, mas é apaixonado pelo Cruzeiro. O garoto sofre de displasia neuronal intestinal, doença em que os músculos do órgão não funcionam de maneira correta, causando obstrução e infecções. Por isso, ele tem que andar com uma sonda para se alimentar. Por conta da doença, infelizmente, ficou cego. Em outubro do ano passado, Matheus conheceu os jogadores do Cruzeiro na Toca da Raposa e, pouco antes da partida contra o Fluminense começar, entrou em campo e teve seu nome gritado pela torcida: "Olé, olé, olá, Matheus, Matheus.... Matheus, Matheus, Matheus." Depois, ele entrou em campo acompanhando o atacante Willian que não segurou a emoção e foi às lágrimas.

O atacante Willian emocionado ao entrar em campo com Matheus

É paulista, mas gosta mesmo é do Goiás

Guilherme Gomes, de 7 anos, ficou conhecido após sua mãe postar na internet um vídeo seu em que aparece aos prantos porque não pode usar o uniforme completo do Goiás porque o calção está sujo. Após a repercussão, torcedores esmeraldinos criaram uma campanha para levarem o garoto até Goiânia para assistir ao jogo entre Goiás e São Paulo. A diretoria do clube ficou sensibilizada com a história e convidou Guilherme e a mãe para irem ao Serra Dourada; o Goiás bancou as passagens da mãe, do menino, pai e irmão do garoto. Olha que incrível a festa que o time preparou para o garoto na chegada a Goiânia.

Guilherme posa no Serra Dourada, durante a partida entre Goiás e São Paulo

Belga adia eutanásia para realizar último desejo

O belga Lorenzo Schoonbaert, de 41 anos, infelizmente sabia que iria morrer. Em estado terminal por causa de um câncer, ele passou por 47 cirurgias e iria passar pelo procedimento da eutanásia, mas antes gostaria de realizar um último desejo: ver seu time, Brugge, jogar pela última vez antes de morrer. Na partida entre Brugge e Mouscron, pelo campeonato local, Lorenzo foi convidado a dar o pontapé inicial da partida. E deu sorte para o clube, que venceu por 3x0. Após a partida, Schoonbaert afirmou nas redes sociais que seu último sonho havia realizado-se. "Posso morrer em paz, festejarei a dobradinha depois, no céu", postou.

Lorenzo agradece à torcida após dar o pontapé inicial do jogo entre Brugge e Mouscron

Sábado para guardar na memória

O pequeno Charlie Keyworth é torcedor do inglês Leicester City. Sobrinho-neto de Ken Keyworth (ídolo do clube nos anos 1960), ele ficou mais fanático pelo time após a morte de sua mãe, como uma maneira de distração. Em uma semana desde ano, o pai do garoto perguntou o que ele gostaria de fazer no sábado. Charlie respondeu que gostaria de conhecer a loja oficinal do Leicester. Depois disso, o pai entrou em contato com o clube, que preparou um tour especial para o menino em seu estádio - visitando gramado, vestiário e arquibancadas. Além disso, o Leicester disponibilizou ainda seu historiador para uma visita guiada no Museu do time.

O pequeno Charlie no estádio de seu time do coração

E vai, Corinthians!

João Marcos Andrietta, portador da doença ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), veio do interior de São Paulo só para ir à Arena Corinthians prestigiar a partida do clube paulista contra o Joinville. Antes do jogo, João recebeu a visita do técnico Tite e de jogadores. Ele assistiu ao jogo em um dos camarotes do estádio em cima de uma cama de UTI e comoveu a todos da comissão técnica pela força de vontade de ver o Timão jogar. Após o jogo, Tite dedicou o terceiro gol da partida ao torcedor.

João Marcos assiste partida do Corinthians em camarote da Arena

Padre corintiano ajuda morador de rua corintiano

Padre Roberto José, corintiano fanático e ex-integrante da maior torcida organizada do Corinthians, faz um trabalho especial com moradores de rua do centro de São Paulo. Em meio a tantos empecilhos e dificuldades de ajuda-los, o Padre propôs levar um morador de rua corintiano à Arena Corinthians. E o fez. Silvio viu de pertinho o jogo do Timão e disse que "poucas vezes na minha vida eu tive uma emoção como hoje". Na ocasião, o Corinthians venceu o Fluminense por 1x0. Pé quente!

Padre Roberto ao lado de Silvio em partida do Corinthians na Arena, em Itaquera

Esqueça do lado mala de Cristiano Ronaldo

Em 2014, Erik Ortiz Cruz tinha apenas dez meses. O bebê espanhol sofria de displasia cortical, um transtorno cerebral que pode provocar até 30 ataques epiléticos por dia. A doença pode ter cura em caso de operação que remove a parte anormal do cérebro. A operação custaria 60 mil euros. A família do garoto não teria condições de bancar a cirurgia. Um amigo de Cristiano Ronaldo tomou conhecimento da história e entrou em contato com o jogador, lhe pedindo que enviasse uma chuteira e uma camisa do Real Madrid autografada para que um leilão fosse realizado para tentar conseguir o dinheiro. Cristiano fez mais. Mandou o par de chuteiras, a camisa e os 60 mil euros para que o menininho realizasse a cirurgia.

O pequeno Erik com a chuteira e camisa autografadas por Cristiano Ronaldo

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