OPINIÃO
16/12/2015 19:51 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

Como incentivar inovação para acabar com a onda de pessimismo econômico no Brasil

Fomentar a inovação tecnológica gera impacto positivo no desenvolvimento econômico, na qualidade de vida e em ganhos de competitividade e de eficiência para qualquer país.

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* Por Antônio Lima

Em vários segmentos da nossa sociedade, encontramos motivos para começarmos a promover mais inovação no Brasil.

Na esteira dessas discussões, as startups - empresas com modelos de negócios enxutos, que trabalham em condições de incerteza - têm papel fundamental na criação de novas tecnologias.

Empresas como Google e Facebook surgiram de pequenas startups e, atualmente, encontram-se na lista das maiores empresas do mundo.

Fomentar a inovação tecnológica gera impacto positivo no desenvolvimento econômico, na qualidade de vida e em ganhos de competitividade e de eficiência para qualquer país.

O mercado de startups teve crescimento acentuado ao longo dos últimos anos, a despeito da recente retração da economia brasileira.

Há, ainda assim, alguns gargalos que precisam ser superados, como a falta de capital para o desenvolvimento de certos projetos.

Uma solução para resolver esse problema é a regulamentação do equity crowdfunding, que aumenta as possibilidades de financiamento para ideias inovadoras.

Quando implementado, quase todos os brasileiros poderão investir dinheiro real em ideias nas quais acreditam, democratizando o acesso à participação empresarial.

Assim, o pequeno empreendedor não precisará depender apenas de grandes investidores, que, muitas vezes, ainda se recusam a investir em projetos arriscados no Brasil.

O equity crowdfunding permite que qualquer pessoa compre participação societária (equity) em uma startup, assegurando assim o seu direito a uma parte de qualquer sucesso futuro dessa startup.

É um financiamento coletivo (crowdfunding), só que em vez de se investirem em produtos, investe-se na própria empresa.

No Reino Unido, onde o equity crowdfunding é legal há quase quatro anos, foram levantados mais US$ 175 milhões para cerca de duas mil empresas.

Vários investidores - e até o governo britânico - investem diretamente nas plataformas de crowdfunding. No mundo, o investimento em equity crowdfunding já supera US$ 1 bilhão, e a estimativa é que esse número praticamente triplique em 2015.

No final de janeiro de 2016, entrará em vigor nos Estados Unidos o último passo da proposta de regulamentação do equity crowdfunding - o Title III.

Essa regulamentação aportará uma onda de otimismo para vários americanos que têm interesse em adquirir participação societária de empresas startups.

Já aqui no Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está considerando regulamentar o equity crowdfunding em 2016 para dar respaldo e proteção ao investidor.

O futuro da inovação tecnológica brasileira depende do fomento de um ambiente propício à inovação para empreendedores, o que passará, entre outras medidas, pela regulamentação do equity crowdfunding no próximo ano.

Além disso, é importante destacar que a inovação tecnológica não é algo distante de nós, algo do futuro; ela permeia nossas vidas e altera a maneira como vivemos e como trabalhamos. O empreendedorismo inovador poderá ditar uma onda de otimismo, gerando empregos e aumentando a renda no Brasil.

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