OPINIÃO
13/10/2014 08:36 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

Voto de nordestino

Eleições 2014 - Votação no primeiro turno das eleições no Colégio Dom Orione, no Lago Sul, em Brasília.


Foto: Marri Nogueira/Agência Senado
Senado Federal/Flickr
Eleições 2014 - Votação no primeiro turno das eleições no Colégio Dom Orione, no Lago Sul, em Brasília. Foto: Marri Nogueira/Agência Senado

O preconceito contra o nordestino é algo velho no sul/sudeste do país. E seu uso eleitoral, embora não seja tão antigo, também não é tão novo quanto se imagina.

Nas eleições passadas, com a vitória de Dilma, também repercutiram muito declarações de "sulistas" contra o "povo arretado", sugerindo que eles elegeram a presidenta e iam desgraçar o país, tal como se diz agora.

Mas vamos aos fatos: Dilma venceu o primeiro turno no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, estado de Aécio Neves.

Por que não um ataque aos cariocas que puseram Dilma à frente?

Por que não um ataque aos gaúchos que puseram Dilma à frente?

Por que não um ataque aos mineiros que puseram Dilma à frente?

Simples: o preconceito contra o nordestino já existe no sul/ sudeste. É relativamente fácil explorar esse sentimento e colocar todos contra o nordeste. Para ganhar o voto do carioca, do gaúcho, do mineiro, do paulista, do catarinense, do capixaba, enfim, cria-se a ideia de que o voto em Dilma é "inferior" por ser "coisa de nordestino".

Pensando para além das eleições, independentemente do voto de cada um, gostaria de pedir a todos que fizessem uma pequena reflexão: convencer a massa de que um "povo inferior" é o inimigo a ser combatido não é ideia nova. Qualquer um que se sensibilize com a história do povo judeu deveria ficar muito alerta com o avanço desse tipo de pensamento, que vem sendo diligentemente incutido na mentalidade brasileira. Muito alerta mesmo.

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