OPINIÃO
29/08/2014 16:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:01 -02

Marina Silva: o reciclado travestido de novo

Getty Images
(FILE) Brazilian senator Marina Silva, former presidential candidate for the Green Party (PV), gestures during an official plenary of PV, in Sao Paulo, Brazil, on October 17, 2010. AFP PHOTO/Mauricio LIMA (Photo credit should read MAURICIO LIMA/AFP/Getty Images)

Parece muito difícil que quem teve a chance de ver o debate da Bandeirantes acredite mesmo que Marina Silva é uma "alternativa à velha política" ou mesmo uma "terceira via".

Ela teve a pretensão de dizer que, se eleita, iria governar com os melhores políticos do PT e os melhores do PSDB, pois "acredita que existe gente boa em todos os partidos". Se Marina não é ingênua, ela sabe estar criando falsas ilusões no seu eleitorado, porque:

a) caso ela fosse essa exímia articuladora, que consegue se aliar ao "melhor dos melhores", esses quadros preciosos já estariam na sua "Rede Sustentabilidade" (projeto de partido cuja vaguidão já está explícita em seu próprio nome);

b) se esses políticos estão em outros partidos, é no mínimo sensato pensar que eles optaram por outros projetos e acreditam neles;

c) de nada adianta cercar-se de "gente boa" sem uma reforma política (tema ignorado pela candidata), uma vez que, no atual sistema, os eleitos já estarão comprometidos com seus "patrocinadores" (coisa que, financiada pelo Itaú, ela sabe muito bem).

Enfim, espero não estragar o dia de ninguém, mas não consigo me aguentar: Marina está longe, muito longe, de poder praticar essa "nova política", só com "gente fina, elegante e sincera" - na expressão do romântico Lulu Santos. No limite, arrisco dizer que ela está fazendo um jogo bem parecido com o de um candidato que diz "tá cansado da política, vote no Tiririca". Só muda a maquiagem. E a fé.

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