OPINIÃO
04/12/2015 11:10 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Novidades e diversão compensam as grandes filas e preços do primeiro dia da CCXP

Cheio de atividades, interatividade, novidades, marcas, artistas, painéis e informações, o evento que estreou ano passado voltou mais robusto dessa vez.

Se você não aguentava mais esperar por isso, não há mais o que fazer. Não adianta roer a unha de ansiedade ou contar os dias que faltam, porque a ComicCon Experience 2015 finalmente começou.

Se baseando nas comic conferences norte-americanas, a feira é uma grande festa na qual os fãs têm acesso mais próximo com as novidades da cultura pop. Dessa forma, estúdios de cinema, editoras de livros e quadrinhos e canais de televisão usam o evento para fortalecerem suas marcas, anunciar novos lançamentos e, principalmente, estreitar vínculos com o público.

Cheio de atividades, interatividade, novidades, marcas, artistas, painéis e informações, o evento que estreou ano passado voltou mais robusto dessa vez.

Se na primeira edição os expositores não souberam muito bem usar o evento para esses fins, parece que a lição foi aprendida. Já no primeiro dia tivemos painéis de grandes companhias anunciando os principais lançamentos para 2016, como, por exemplo, fez a Sony Pictures. No maior palco do evento, o estúdio de cinema anunciou que Dani Calabresa e Marcelo Adnet irão dublar a animação Angry Birds, grande lançamento da empresa no próximo ano.

Tudo bem, não é a maior novidade do dia.

Mas é interessante que a Sony tenha escolhido usar a CCXP para fazer o anúncio. O conteúdo da informação não é lá essas coisas, mas o espírito é esse. Pontos pra Sony, tá no caminho certo!

Paralelamente ao grandioso e disputadíssimo palco principal, outros auditórios apresentaram uma programação muito interessante também. Numa dessas salas, a cineasta Marina Person aproveitou para falar sobre seu filme Califórnia.

A produção marca a estreia da diretora a frente de uma ficção se trata de um drama com adolescente passado no início dos anos 80.

Outro que deu as caras ontem foi o roteirista de quadrinhos Mark Waid. O cara é um gênio e escreveu um dos grandes clássicos das HQs, O Reino do Amanhã. Como se não bastasse, ele também é muito reconhecido por conseguir fazer grandes trabalhos com todos os personagens que assume. Já roteirizou histórias do Flash, Quarteto Fantástico e mais recentemente o Demolidor.

Aliás, nesse personagem o Waid foi responsável por redefinir uma imagem carrancuda, pesada e muito desgastada que o defensor da Cozinha do Inferno carregava há décadas. Não a toa recebeu alguns prêmios pelo trabalho. Muito bem humorado e mostrando sua preocupação com representatividade, Waid apresentou dois painéis e ainda teve tempo de autografar revistas dos fãs na área comum da CCXP.

O que mais rola?

Esse, aliás, continua sendo o ponto alto da feira - o Artists' Alley, "um espaço para que quadrinistas independentes apresentem seus trabalhos e também para que os artistas que atuam nas grandes editoras possam interagir com seu público e vender artes originais e outras obras", como explicou um material de divulgação da Comic Com.

E se a ideia do visitante é fazer compras, ele estará bem servido. Grandes livrarias e lojas de todo tipo de produto nerd estão presentes com preços não muito atrativos, é verdade, mas não que isso esteja afugentando os consumidores. Quem vai se alimentar, por outro lado, pode sim ficar assustado. Cara, os preços na praça de alimentação chegam a ser absurdos!

Nesse ano, alguns stands fixos dos expositores estão caprichados. A Warner ocupa um grande espaço central no qual expõe figurinos de suas séries Arrow e Flash, além de réplicas dos uniformes usados no ainda inédito Batman Vs Superman - A Origem da Justiça.

Por sua vez, a Disney claramente apostou na exposição dos desenhos da Pixar. Se a parte em seu stand destinada à Marvel está pobre, O Bom Dinossauro e Procurando Dory compensam em tamanho, atrações e diversão. Há, por exemplo, uma piscina de bolinhas gigante aberta à todos que toparem enfrentar a fila. E essa fila realmente vale à pena. Os cosplayers e as estátuas de heróis também divertem.

Não precisa falar que isso é uma estatua, né?

Nem tudo são flores...

...até porque muita coisa é fila. Seja para ir ao banheiro, pagar as compras ou ver alguma atração, tenha paciência para enfrentar as filas. Nesse quesito, a organização do evento não tem tanta responsabilidade, realmente é MUITA gente presente. Mas rolaram algumas mancadas por parte da CCXP: A grande desorganização em alguns painéis e a falta de clareza nas informações tornaram a vida de quem cobriu o primeiro dia uma fila sem fim. A falta de estrutura (principalmente para atender a imprensa) seria uma espécie de "dor do crescimento" da CCXP? Sei lá, talvez sim.

Num dia relativamente calmo como foi ontem, bate um grande receio em imaginar como a organização vai se virar para dar prosseguimento às atrações de hoje, que incluem o convidado de honra Frank Miller (um dos quadrinistas mais importantes da indústria de comics americanos) e os astros das séries do Netflix, parte do elenco de Jessica Jones e Sense8, queridinhos do público.

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