OPINIÃO
16/12/2014 18:40 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Makerspaces, hackerspaces, hacklabs, fablabs: o momento dos espaços de experimentação

reprodução

Makerspaces, hackerspaces, hacklabs, fablabs surgem pelos diversos cantos mundo em uma grande e crescente velocidade. São espaços permanentes ou temporários que a partir de modelos e perspectivas variadas se dedicam a trabalhar com as novas tecnologias promovendo a integração de artistas, designers, engenheiros, educadores, cientistas, entre outros profissionais.

Com enfoques e metodologias que variam de acordo com as estratégias escolhidas e com o contexto no qual estão inseridos, os chamados labs estão em todos os continentes e sintetizam comportamentos e formas contemporâneas de lidar com trabalho, educação, produção e consumo.

A imagem hoje comumente associada aos labs é a de um espaço com equipamentos como impressoras 3Ds, máquinas de corte a laser e outras máquinas de comando numérico, que permitem a criação de protótipos de produtos de tecnologia, diminuindo drasticamente o custo da inovação para determinados setores.

As ferramentas são também utilizadas para a experimentação e o manuseio dessas novas tecnologias, permitindo inclusive a criação de novas linguagens e formas de expressão, em um mundo cada vez mais pautado e impactado pelas redes digitais. Além dos debates sobre democratização da inovação, integram o contexto dos labs as discussões sobre formas de educar e de aprender, com a proposta de uma abordagem mais baseada na construção de projetos (o aprender fazendo), e sobre as maneiras de criar produtos e serviços, utilizando metodologias que colocam o usuário e as funcionalidades no centro de processos bem mais flexíveis e adaptáveis.

E levantam ainda debates sobre formas de comunicar e de interagir com o mundo que se pautam pela colaboração e pela coletividade, bem como sobre uma nova economia que surge não mais focada unicamente em um pensamento de ganho de escala e competitividade.

Apesar das diferenças de formatos e contextos, labs são acima de tudo espaços de experimentação. E, por isso, faz mais sentido que eles estejam pautados pela rede e comunidade capaz de articular e não pelos maquinários e componentes existentes.

O vídeo abaixo, do projeto De Baixo para Cima, mostra um pouco melhor essa cena e seus potenciais. Vale a pena conferir!

Cultura Maker - De Baixo Para Cima from mobCONTENT on Vimeo.

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