OPINIÃO
07/07/2014 11:09 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:36 -02

Esta tabela mostra quais líderes mundiais são mais poderosos no Twitter

Twiplomacy

O Twitter tornou-se uma ferramenta de diplomacia digital entre os líderes mundiais. Aqui estão algumas das mais interessantes observações feitas este ano pelo estudo Twiplomacy, um trabalho anual da firma de publicidade Burson-Marsteller.

Líderes mais seguidos:

O novo primeiro-ministro da Índia, @NarendraModi, acaba de ultrapassar a @WhiteHouse em quarto lugar e provavelmente terá mais seguidores que o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, na próxima semana. No entanto, ele ainda está muito atrás do papa Francisco (14 milhões de seguidores entre suas contas em nove línguas) e de @BarackObama, com mais de 43 milhões de seguidores.

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A ascensão meteórica dos presidentes indiano e indonésio mostra que os líderes dos países mais populosos levam clara vantagem ao conquistar seguidores. No entanto, o número de seguidores não é o único aspecto importante quando se trata da influência dos líderes globais no Twitter -- o nível de envolvimento também importa.

Por esse critério, o papa Francisco (@Pontifex) é de longe o líder mais influente no Twitter, com mais de 10 mil retuítes para cada tuíte que ele envia em sua conta em espanhol e 6.462 retuítes em média em sua conta em inglês. O presidente da Venezuela, @NicolasMaduro, está em segundo lugar, recebendo em média 2.065 retuítes por tuíte em sua conta em espanhol.

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No dia seguinte à eleição presidencial nos EUA em 2012, o tuíte de @BarackObama "Mais quatro anos", juntamente com sua foto, foi um dos mais populares tuítes de todos os tempos, retuitado 771.296 vezes. No entanto, desde então a participação na conta está em declínio. Apesar do número maciço de seguidores da conta, os tuítes de @BarackObama são retuitados apenas 1.442 vezes em média.


Enquanto somente cinco chefes de Estado e de governo tinham uma conta no Twitter em 2007, neste ano 83% de todos os 193 países da ONU estão representados com contas institucionais ou pessoais de seu presidente, primeiro-ministro ou ministro das Relações Exteriores. É um aumento significativo, comparado com o nível já alto que vimos em 2013, quando três quartos tinham presença no Twitter. Ao todo, 157 milhões de usuários do Twitter seguem líderes globais -- 50 milhões a mais que no ano passado.

Líderes mundiais mais ativos:

Apesar das 31 contas inativas de líderes globais que nunca enviaram um tuíte, a atividade geral dos líderes mundiais aumentou este ano. É notável que os cinco líderes mais ativos sejam latino-americanos. A presidência e o governo do México lideram, com uma média de 70 tuítes por dia. No entanto, as duas instituições muitas vezes repetem seus tuítes várias vezes durante alguns dias para atingir públicos diferentes em horários diferentes.

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Os líderes globais também estão postando mais fotos e vídeos e utilizando mais plataformas do Twitter, como TweetDeck e HootSuite. No ano passado, mais da metade dos tuítes de líderes foram feitos diretamente do Twitter e não de outras plataformas; este ano, só 31% foram feitos diretamente do Twitter. Por exemplo, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tuíta de um aplicativo especial chamado Traductor Nicolas.

Líderes mundiais mais conectados diplomaticamente:

O impacto que o Twitter tem na diplomacia, além de ser uma ferramenta de comunicação nas campanhas eleitorais, é difícil de medir. No entanto, o fato de que um número crescente de líderes globais se segue mutuamente evidencia a importância da diplomacia digital. Em particular, ministros das Relações Exteriores e suas instituições se concentraram em conectar-se com seus pares. Em setembro de 2013, o Departamento de Estado dos EUA seguia 22 outros ministérios estrangeiros, assim como o presidente do Irã @HassanRouhani e o ministro das Relações Exteriores @JZarif, timidamente estabelecendo relações diplomáticas entre os EUA e o Irã no Twitter.

Na França, @LaurentFabius tornou-se o mais conectado ministro do Exterior, mutuamente conectado com 91 colegas e líderes mundiais, o que é um aumento impressionante das seis conexões mútuas que tinha no ano passado. O Serviço Europeu de Ação Exterior da União Europeia (@eu_eeas) está em segundo lugar, seguido pelo ministro do Exterior sueco, @CarlBildt, com 71 e 68 conexões mútuas, respectivamente.

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Estar mutuamente conectados no Twitter permite que esses líderes enviem mensagens diretamente uns aos outros e tenham conversas particulares. Vários ministérios do exterior usaram o Twitter para se comunicar com homólogos e outros líderes, para dirimir dúvidas ou coordenar sua ação digital. O Ministério das Relações Exteriores sueco (@Swe_MFA) fez um esforço consciente para estabelecer conexões no Twitter, seguindo unilateralmente outros 355 líderes mundiais.

Líderes mundiais usam hashtags:

Outro aspecto que demonstra a importância do Twitter na esfera diplomática é o uso crescente e mais preciso de hashtags (#). Os hashtags, às vezes chamados de "jogo da velha", podem ajudar a enquadrar discussões, alcançar públicos maiores e ganhar apoio público. Este ano, o mais notável é #BringBackOurGirls, que foi usado por muitos líderes globais, inclusive a primeira-dama Michelle Obama e o papa. No final de março, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Jen Psaki, postou uma foto com o hashtag #UnitedForUkraine, uma campanha que foi coordenada com diversos aliados ocidentais incluindo o Foreign Office do Reino Unido, o Departamento de Relações Exteriores do Canadá e os Ministérios de Relações Exteriores da Suécia e da Ucrânia. Em poucos dias o hashtag tinha sido tuitado mais de 400 vezes, atraindo 23 mil retuítes.

A campanha de hashtags também chamou a atenção do Ministério das Relações Exteriores russo, que começou a usar o mesmo hashtag. As contas @MFA_Russia e @MID_RF usaram o hashtag mais de 200 vezes, com mais de 8 mil retuítes. Esta foi provavelmente a primeira "batalha de hashtags" entre líderes globais usando o mesmo hashtag em lados opostos de uma questão.

Pode-se esperar que essas tendências de uso mais ativo e preciso do Twitter por líderes globais torne o Twitter uma ferramenta ainda mais importante para a diplomacia na era digital.

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