OPINIÃO
16/10/2014 15:58 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

Combate à restrição alimentar infantil

No último fim de semana, "comemoramos" duas datas. No sábado, o Dia Mundial de Combate à Obesidade. Já no domingo, o Dia das Crianças. Portanto, quero fazer um apelo principalmente em relação à maneira que alguns pais lidam com a alimentação de seus pimpolhos.

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No último fim de semana, "comemoramos" duas datas. No sábado, o Dia Mundial de Combate à Obesidade. Já no domingo, o Dia das Crianças. Portanto, quero fazer um apelo principalmente em relação à maneira que alguns pais lidam com a alimentação de seus pimpolhos.

Assim como a magreza excessiva faz mal à saúde, estar extremamente acima do peso também é prejudicial. Mas isso não quer dizer que podemos implantar medidas em nossas casas sem consultar um profissional.

Acreditem! Crianças obesas não devem fazer dietas restritivas, com a proibição total de certos alimentos, porque duas coisas podem ocorrer nesses casos:

1. Quando a criança é orientada a "fechar a boca" para perder peso, os efeitos podem ser opostos ao desejado, pois gera um aumento do apetite, diminuição do metabolismo, além de tornar a pessoa ainda mais obcecada por comida.

2. Assim como aconteceu comigo, uma criança que fica restrita a muitos alimentos pode assimilar que "comer é errado". Isso pode desencadear outros distúrbios alimentares, como anorexia e bulimia, além de transtornos de ansiedade.

Entendam também que a criança está em fase de crescimento! Acredito que "dieta" não seja o termo adequado, mas sim uma reeducação alimentar, sempre acompanhada de orientação médica e nutricional.

Algumas famílias (incluindo pais, tias, primas...) se preocupam demais com peso e imagem corporal, evitam doces ou junk food e apresentam um interesse pelo vegetarianismo, pensando somente que esta é a melhor opção para uma pessoa ser magra. Todos esses padrões de comportamento podem influenciar as crianças a desenvolverem transtornos alimentares ao longo da vida.

Nosso lar deve ser o principal ambiente para promover uma educação nutricional adequada. Mas isso só funciona quando é realizada com o auxílio de profissionais da Saúde, prevenindo a obesidade infantil e também transtornos alimentares.

Crie atividades nutricionais em família. Planeje um piquenique ou um jantar temático. As crianças precisam experimentar de tudo e aprender o prazer de comer. Cozinhe com elas! Tudo isso pode auxiliar no combate à ansiedade e obesidade, além de promover bem estar.

Faça também atividades físicas (moderadamente, claro!). Além de uma reeducação alimentar, gastar energia é muito bom nesta fase da vida. Natação, vôlei, futebol, queimada... Seja criativo!

Antes de tudo, pense em como está a SUA relação com a comida. Se não está lá aquelas coisas, faça as pazes com ela e coma com prazer, pois isso é essencial para nossa vida.

Texto publicado originalmente no blog Despedida de Ana e Mia.

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