OPINIÃO
03/03/2016 15:19 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Papua Nova Guiné: um lugar cheio de surpresas

Aventureiros, tudo bem? Sabem onde fica Papua Nova Guiné? Talvez alguns saibam, mas outros, não. Tranquilo. A Papua Nova Guiné fica bem longe do Brasil, ao norte da Austrália e somente 2 graus abaixo da linha do Equador. O lugar é quente, exótico e paradisíaco, com ilhas isoladas com praias de águas claras, cheias de peixes e vida.

Aventureiros, tudo bem?

Sabem onde fica Papua Nova Guiné? Talvez alguns saibam, mas outros, não. Tranquilo.

A Papua Nova Guiné fica bem longe do Brasil, ao norte da Austrália e somente 2 graus abaixo da linha do Equador. O lugar é quente, exótico e paradisíaco, com ilhas isoladas com praias de águas claras, cheias de peixes e vida.

Apesar de estar "perto" da Nova Zelândia e da Austrália, é um destino extremamente diferente, onde a Família Schurmann ainda não tinha passado.

Quando navegamos para um novo lugar, a primeira coisa que podemos saber vem da internet. O resto é pura imaginação.

A Papua Nova Guiné é grande. Tem a ilha principal e, ao redor, está cheia de ilhas menores.

Conhecendo um lugar novo, sempre temos algo novo para aprender. Cada destino tem seu próprio "estilo", comida, tradições etc. Por isso, chegamos sempre curiosos e com os olhos abertos, prontos para descobrir e conhecer aquele lugar. Todos os tripulantes se surpreendem com algo. Na Austrália, por exemplo, alguns não podiam se imaginar comendo um bife de canguru ou uma costela de crocodilo. Já outros, sim.

Na Papua Nova Guiné, os adultos nos receberam com bocas vermelhas. Isso me chamou a atenção e, primeiro, achei que eles tinham algum problema dental. Fiquei tão curioso que perguntei para um deles, que me explicou.

Lá tem uma fruta que se chama "betel nut". Se for engolida, ela tem um efeito parecido com o do álcool. Mas não é isso que te deixa com a boca vermelha. São os outros dois ingredientes. Eles misturam um palito de planta - que chamam de mostarda - junto com um pó feito de coral. Quando você mastiga os três juntos, a boca fica vermelha. Mas não deve esquecer de cuspir! Se engolir, você pode sentir os efeitos de tontura. Essa é uma tradição adotada como quando se usa um batom lindo. Mas, nesse caso, para mostrar os dentes... vermelhos.

Curiosos, fomos até uma das ilhas pequenas, onde ancoramos à noite, só com a luz da lua e de algumas lanternas. Lá, esperamos pelo próximo dia. De manhã, quando acordamos, vimos o paraíso que tínhamos no nosso quintal!

Gona Bala Bala é conhecida pela estação de limpeza, onde as arraias se encontram para ser limpas por outros peixes. É um lugar espetacular! Durante nossa estadia, vimos arraias gigantes pularem fora da água, golfinhos nadando felizes e milhões de peixes.

A ilha é habitada por uma tribo, onde todos vivem juntos mantendo sua cultura totalmente preservada. As casas são feitas de palmeiras e madeira; as "camas", na verdade, são tapetes de palmeiras, e a alimentação básica é peixe, coco e arroz.

Pessoas simples e alegres. Cada uma tem sua tarefa. Os homens pescam nas canoas, enquanto as mulheres plantam e cuidam das casas. Mas, nos dias que estávamos lá, eles se dedicaram a explicar e nos mostrar a ilha toda.

Desde o início, sentimos uma conexão com eles. Capitão (Vilfredo Schurmann) e Formiga (Heloísa Schurmann) convidaram todos para visitar o veleiro Kat. A bordo, eles contaram que fomos os primeiros a convidá-los para conhecer a embarcação. Era nítida a alegria nos rostos curiosos de todos. A maioria nunca tinha entrado em um veleiro.

A despedida da ilha foi emocionante. Toda tripulação da Expedição Oriente no deck gritando alto/respondendo os gritos que vinham da praia de "Eyawedo" (tchau, na língua local) - junto com as luzes de lanternas piscando. Continuamos nos despedindo até onde não dava para nos comunicar mais.

Até o próximo porto!

"Eyawedo"!

Abraços,

Emmanuel

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