OPINIÃO
09/01/2015 18:03 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Fluminense e Unimed: um divórcio em três cores

veroyama/flickr/creative commons

Fluminense e Unimed comunicaram oficialmente o fim de sua parceria de mais de 15 anos no final do ano passado. Um "divórcio" que já se anunciava havia pelo menos dois anos. Especulava-se até que ocorresse antes.

Muitos - e me incluo entre eles - acreditam que o rebaixamento não confirmado do Tricolor pelo STJD naquele nebuloso caso no fim de 2013, que envolvia também a Portuguesa e o Flamengo, acabou dando uma sobrevida à relação.

Aquilo foi como se o filho ou filha do casal estivesse passando por um grave problema de saúde e precisasse muito que os pais ficassem juntos naquele momento. Tão logo a criança melhorou, os problemas recomeçaram.

Antes mesmo de mudar meu status no Facebook de casado para divorciado, o que mais ouvia sobre separações, é que só depois delas é que a gente passa a conhecer de verdade a pessoa com quem dormia, uma lição difícil de aprender até por quem já passou por uma primeira experiência.

Na maioria dos relacionamentos que chegam ao fim, uma das partes sempre sai mais machucada que a outra. Um dos dois sempre termina fazendo o papel do traído, do injustiçado ou do inconformado.

No caso de Flu e Unimed, está claro que o presidente da ex-patrocinadora já vestiu essa carapuça. Em entrevistas a vários jornais e programas de diferentes emissoras de rádio e TV, dr. Celso não economiza ao expor todo seu ressentimento para com a antiga parceira e o amor de toda sua vida.

Barros repete que não quer pagar a pensão que a ex está pedindo e que não tem o menor cabimento ela continuar a usar a grana dele para bancar os caprichos que bancava, quando ainda estavam juntos. Avisou que daqui para frente é cada um para o seu lado, vivendo sua vida e dando seu próprio jeito. Por fim, também falou que não se importa se ela quiser ficar com os filhos, mas que vai ter que sustentá-los sozinha.

Não era difícil prever que seria esse o desfecho. Muitos avisos foram dados e vários sinais de alerta enviados. O Flu ignorou todos.

Torcedores, sempre a parte mais iludida, achavam que aquilo jamais acabaria, que iriam viver para sempre o conto de fadas, onde quase tudo era permitido e possível de realizar.

Viviam apenas o momento e a real é que não devem ser criticados por isso. Não se pode esperar que alguém que nunca teve pernas aprenda a andar com as próprias. Portanto, se era mesmo verdade que tudo aquilo poderia acabar um dia, era preciso aproveitar.

Assim o fizeram, até que acabou. Ficam as boas lembranças e algumas bonitas fotos na parede, para as quais sempre valerá a pena olhar.

Mas também ficarão as mágoas, os ressentimentos e a incerteza quanto ao futuro, uma vez que a ficha, ao menos em um dos lados, ainda não caiu.

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