OPINIÃO
17/04/2014 12:30 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

Ter um plano B sempre é bom

O que espanta não é o fato de que a maioria das pessoas não desenha um plano B. O que espanta é que as pessoas começam suas semanas sem ter sequer o plano A.

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Essa segunda-feira (14) amanheceu nublada. Como prenúncio de chuva, ótimo. A Cantareira agradeceria uma boa chuvarada, e nós também. Como perspectiva da viagem que preciso fazer ao Rio de Janeiro, não é tão agradável assim. Como por lá o céu também não é de brigadeiro, o Santos Dumont ficou fechado por horas e o Galeão opera por instrumentos e tem fila no ar.

Esse é o momento típico de acionar o tal plano B. Minha reunião está marcada para o final da tarde, mas precisamos considerar a possibilidade de atrasar ou, quem sabe, postergar para amanhã. Contato feito, situação esclarecida e, próximo passo, cross fingers. É o que resta fazer.

Quando planos são feitos, manda a regra que se considere sempre a possibilidade de ter que mudar algo durante sua execução. Ter um plano B - ou plano de contingência - não significa considerar na largada que as coisas não vão dar certo (isso levaria a uma auto-sabotagem que só Freud explica), e sim sair com segurança ampliada, tendo uma rede proteção de alternativas para usar, se necessário for.

O que espanta, entretanto, não é o fato de que a maioria das pessoas não desenha um plano B. O que espanta é que as pessoas começam suas semanas sem ter sequer o plano A. Neste caso, a chance de erro é igual à de acerto, e o botão da sorte precisa estar acionado. Manda o bom senso que devemos depender menos da sorte e mais do planejamento.