OPINIÃO
02/09/2015 18:30 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

'Precisamos de uma educação que nos ensine a olhar o mundo como ele é'

Aquela velha história de que temos que "meter a cara nos livros" não faz mais tanto sentido pra mim.

Aquela velha história de que temos que "meter a cara nos livros" não faz mais tanto sentido pra mim.

Eu observo pessoas que são grandes dentro de sua própria realização e vivem muito bem com isso. Muitas delas sem diploma e, ainda assim, oferecem algum bem para a sociedade.

Claro que estudar, aprender sobre Demócrito, Bhaskara e Newton é uma pequena parcela pra nos formarmos e conhecermos o passado pra entender o presente... Mas queremos mais.

Menos imposição e mais metodologias que despertem nosso interesse. Porque não é fácil estudar algo que não se gosta.

Tentar mudar a cara de onde tudo começa, mudar o fato de escola ser sinônimo de fuga.

E, nos caminhos escolhidos, uns desistem, mas nem sempre porque não são bons, e sim, porque encontraram um novo caminho para seguir ou porque estão realmente perdidos.

Se for realmente isso, está tudo bem... Perder-se faz parte de todo o processo de se encontrar!

Os jovens dos tempos de hoje clamam por "acreditadores" e apoiadores.

Muitos querem oferecer algo que não venha com data de validade ou rótulo. Querem arte, música e a tão falada liberdade de escolha.

E isso muitas vezes é difícil de ser feito e de ser aceito. Porque temos que ser fortes e focados pra passar pelo muro de julgamentos e padrões.

O que pedimos é uma educação que nos ensine a olhar o mundo como ele é.

Porque, na realidade, o nosso governo não se importa tanto em criar jovens cidadãos que saibam lutar por seus ideais, construir críticas e argumentos coerentes e construtivos.

Se isso realmente fosse mentira, por que será que nos dias de hoje o jovem, tão desbravador do mundo, não tem qualquer ferramenta dada pelo próprio gestor que diz apoiá-lo? Medo de construir a próxima geração com mentes pensantes?

Toda essa reflexão me faz lembrar o dia em que escrevi minha redação cujo tema era: jovens no empreendedorismo.

Pensei muito sobre como eu me apresentaria para a geração anterior, como diria que o jovem no mercado de trabalho poderia oferecer algo à sociedade se ele fizesse o que mais lhe satisfizesse, engravatado ou não, na mais alta posição hierárquica ou não e até sendo reconhecido ou não.

Costumo perguntar a algumas pessoas o que é importante pra elas. E me dizem primeiramente que isso é algo aleatório ou que é uma pergunta difícil de ser respondida.

Mas, no final, depois de alguns minutos, alguém me responde assim: "Às vezes, o que importa é dar um soco na cara de alguém, e às vezes é o amor."

Eu, como jovem, pensando ainda em minha vida acadêmica e social, só quero que me entendam, me esperem e me apoiem nestes mundos de chances e em constante transformação.

Como tantos que precisam disso no momento em que lhe perguntam: "O que importa pra você?".

Laura Almeida, 16.

Ex-participante da Escola de Comunicação Comunitária na Escola de Notícias. Aquela que diz com honestidade, vê sempre poesia no cotidiano. Sonhadora com os pés no chão e vive com a Luz divina como companheira, e o amor como instrumento para tirar sorriso das pessoas.