OPINIÃO
06/06/2019 08:12 -03 | Atualizado 06/06/2019 08:12 -03

'X-Men: Fênix Negra' é um fim melancólico para a 1ª franquia de filmes de super-heróis

FOX parece estar de má vontade ao entregar um filme raso e sem tesão ao passar o bastão dos X-Men para a Disney.

Divulgação
Sophie Turner como Jean Grey/Fênix Negra no filme X-Men: Fênix Negra.

Primeira franquia de filmes de super-heróis, bem antes desse subgênero ser cool, a saga dos X-Men chega a um novo fim com o lançamento de X-Men: Fênix Negra, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta (6).

E que fim melancólico.

Desde que começou, há 19 anos, a trajetória dos mutantes alunos do Professor Xavier foi marcada por altos e baixos. Porém, por piores que fossem os filmes, como X-Men - O Confronto Final (2006), X-Men Origens: Wolverine (2009) ou X-Men: Apocalipse (2016), eles causavam alguma reação, mesmo que fosse a revolta dos fãs da série.

Algo que não acontece com X-Men: Fênix Negra. A sensação com o filme dirigido pelo estreante em longas Simon Kinberg é de total apatia.

Alguém mais se importa com os X-Men no cinema?

Com certeza sim! A franquia já rendeu filmes ótimos, como X-Men 2 (2003), X-Men: Primeira Classe (2011) e Logan (2017). Mas, infelizmente, ela sofre do mesmo mal que atormenta o grupo criado nos quadrinhos por Stan Lee e Jack Kirby em 1963: A falta de uma cronologia coerente.

Tudo bem que nas HQs isso é algo natural, mas, no cinema, é inaceitável e pode custar caro, com a perda de interesse do público.

E ao que tudo indica, essa falta de interesse atingiu até a própria produtora do filme, a FOX. Depois de ser comprado pela Disney, o estúdio parece ter perdido o tesão com a franquia que, após X-Men: Fênix Negra, estará “sob nova direção”.

O filme transpira falta de interesse. A começar pela própria história de Jean Grey (Sophie Turner) se transformando na Fênix Negra, algo que os fãs (e os roteiristas) estão mais carecas que o Professor Xavier de saber.

Mas nada supera o roteiro que não leva a lugar nenhum. A trama do filme é a definição de “juntos e shallow now”. É completamente rasa, quase inexistente. Um amontoado de sequências de ação - com ótimos efeitos especiais, diga-se - que servem apenas para colar diálogos sem a menor imaginação em cenas que você esquece em um milésimo de segundo após assisti-las.

O final então... Funciona apenas como uma entrega de bastão para o novo patrão. É como se os produtores dissessem: “Tínhamos de fazer mais um filme porque estava no contrato, mas daqui para frente será um novo começo. Aguardem que, depois dessa porcaria, vem coisa boa.”

Uma pena. Os X-Men mereciam mais.