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18/11/2019 19:33 -03 | Atualizado 18/11/2019 19:34 -03

WhatsApp diz que baniu mais de 400 mil contas nas eleições de 2018

Contas foram excluídas por violar os temos de uso, com infrações como disparos em massa.

Rupak De Chowdhuri / Reuters

O WhatsApp afirmou à CPMI das Fake News que baniu cerca de 400 mil contas por violar os termos de uso, com infrações como disparos em massa, nas eleições de 2018, entre os dias 15 de agosto e 28 de outubro do ano passado.

A empresa destacou que, como as mensagens são criptografadas de ponta a ponta (ou seja, o WhatsApp não tem acesso ao conteúdo), a decisão de banir as contas foi feita com base no comportamento das contas. Por este tipo de conduta são excluídas por mês cerca de dois milhões de contas globalmente.

No documento enviado à comissão, o WhatsApp informou ainda que não tem detalhes sobre as contas excluídas. “Por conta do longo período transcorrido desde o intervalo de datas de 15 de Agosto de 2018 a 28 de Outubro de 2018, de um modo geral o WhatsApp não tem informações disponíveis relacionadas a contas banidas nesse período.”

Porém, o ofício acrescenta que “informações de algumas contas banidas no período em questão por violar nossos Termos de Serviço por suspeita de spam, mensagens em massa ou automatizadas ainda estão disponíveis porque referidas contas foram objeto de divulgação de dados para Tribunais Eleitorais no Brasil ou preservação de dados em conexão com referidos casos eleitorais”.

O WhatsApp também ressaltou que tem buscado melhorar seu serviço com limite ao número de mensagens encaminhadas e com o aviso de que “encaminhada”.

Eleições 2018

No ano passado, pouco antes do segundo turno das eleições, a Folha de S.Paulo noticiou que empresários haviam pago disparos por WhatsApp contra o PT na campanha eleitoral.

O impulsionamento em redes sociais, durante a campanha eleitoral, só pode ser feito por partidos, coligações e candidatos. Empresas estão proibidas de fazer doações para campanhas. Além disso, o uso de ferramentas de automatização de mensagens é vedado pela lei eleitoral. 

Na época, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) abriu investigação sobre a denúncia, mas o caso ainda engatinha na corte. Em março deste ano, o TSE multou a campanha do principal oponente de Bolsonaro, Fernando Haddad, pelo impulsionamento de conteúdo negativo sobre Bolsonaro no Google.