NOTÍCIAS
16/04/2019 19:57 -03

Santos Cruz assume responsabilidade por vídeo pró-ditadura distribuído pelo governo

De acordo com o ministro, o envio do conteúdo foi um “erro de procedimento interno”.

Adriano Machado / Reuters
“Foi erro de serviço de uma pessoa que não tem nenhuma má-fé no procedimento", disse o general, que é ministro da Secretaria do Governo.

O general Carlos Alberto Santos Cruz, ministro da Secretaria do Governo, assumiu nesta terça-feira (16) a responsabilidade pela divulgação de um vídeo em defesa do golpe militar de 1964 por meio da conta de WhatsApp oficial do Palácio do Planalto. 

De acordo com Santos Cruz, o envio do conteúdo foi um “erro de procedimento interno”.  

O militar explicou que um funcionário da Secretaria recebeu o vídeo em seu celular e repassou para outro funcionário, que seria responsável pelas postagens na rede social. O funcionário teria entendido que o vídeo era uma peça oficial e, então, disparou o conteúdo.

“Foi erro de serviço de uma pessoa que não tem nenhuma má-fé no procedimento, e, por isso, eu assumo totalmente a responsabilidade. Eu venho de uma instituição em que o chefe é responsável pelo que acontece e pelo que deixa de acontecer”, explicou Santos Cruz durante fala na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara.

O vídeo circulou na rede social no último 31 de março, data em que o golpe militar completou 55 anos, e nega que tenha havido uma ditadura no Brasil.  

Na peça, um homem não identificado fala que o Brasil “caminhava para o comunismo”, num período de “medo e ameaças”, e que houve um apelo ao Exército por parte de “jornais, rádios, TVs e principalmente o povo na rua”.

Segundo o ministro da Secretaria do Governo, o funcionário que publicou o vídeo não tinha nenhuma “conotação ideológica” por trás da publicação. 

“Ontem, fiz uma reunião com todos os funcionários da Secom. Foi um funcionário com 26 anos de serviço. Trabalhou com governo Itamar, governo do Lula, da Dilma. Não tem nenhuma conotação ideológica, não foi uma coisa proposital. Tranquilamente um erro operacional do serviço sem nenhuma ideia de divulgação por motivação ideológica”, explicou.