NOTÍCIAS
10/05/2019 17:41 -03 | Atualizado 10/05/2019 17:42 -03

Venezuela anuncia reabertura da fronteira com o Brasil

Outras fronteiras permanecerão fechadas “até que as posições de hostilidade e agressão sejam cessadas”.

ASSOCIATED PRESS
Venezuelanos cruzam a fronteira para o Brasil por rotas alternativas para comprar mantimentos em Pacaraima, Roraima.

A Venezuela anunciou, nesta sexta-feira (10), a reabertura da sua fronteira com o Brasil após quase 80 dias. Apesar do bloqueio, que havia sido determinado apenas pelo governo venezuelano, centenas de pessoas continuavam cruzando para o Brasil por rotas alternativas.

“O presidente Maduro anuncia à comunidade internacional a reabertura da fronteira terrestre com o Brasil a partir do dia de hoje”, disse o vice-presidente de Economia da Venezuela, Tareck El Aissami, em um pronunciamento na televisão estatal VTV.

“Gradualmente, iremos restabelecendo os mecanismos de controle fronteiriço para que esta fronteira seja cada vez mais uma fronteira robusta de desenvolvimento econômico produtivo e que beneficie a ambos os povos, a ambas as nações”, completou. 

Além da fronteira com o Brasil, também vão ser reabertas as comunicações marítimas e aéreas com a ilha de Aruba.

As fronteiras estavam fechadas desde fevereiro, quando Nicolás Maduro proibiu que caminhões com ajuda humanitária - uma iniciativa da oposição venezuelana com Estados Unidos, Brasil e Colômbia, entre outros países da região - entrassem no país.

 

 

Mais de 40 países, incluindo Brasil, EUA e a União Europeia, reconheceram o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela.

Segundo Maduro, o líder oposicionista é um “fantoche dos Estados Unidos, tentando derrubá-lo em um golpe.”

A Venezuela rompeu relações diplomáticas com a Colômbia após o esforço de ajuda de fevereiro, acusando-o de permitir que seu território fosse usado como um local para atacar o governo Maduro.

Sem mencionar a situação colombiana, El Aissami disse que outras fronteiras permanecerão fechadas “até que as posições de hostilidade e agressão sejam cessadas”.