MUNDO
10/07/2019 11:43 -03 | Atualizado 10/07/2019 11:43 -03

Justiça de NY proíbe Trump de bloquear usuários críticos ao seu governo no Twitter

No Brasil, o uso da ferramenta também é comum no governo, e o presidente Jair Bolsonaro já bloqueou usuários de seu perfil.

ASSOCIATED PRESS
De acordo com o tribunal, Trump não pode limitar o acesso das pessoas à sua conta, que é aberta ao público.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não poderá mais bloquear de sua conta no Twitter usuários críticos ao seu governo e cujos pontos de vista ele não gosta. A decisão é do tribunal federal de apelações em Nova York e foi divulgada na última terça-feira (9).

De acordo com a Justiça americana, os bloqueios por parte do presidente ferem a Primeira Emenda da Constituição, que foi estabelecida em 1791 e garante a liberdade de expressão. De acordo com o tribunal, Trump não pode limitar o acesso das pessoas à sua conta, que é aberta ao público.

“A Primeira Emenda não permite que um funcionário público que utiliza uma conta de mídia social para qualquer propósito oficial exclua pessoas de um diálogo on-line aberto porque expressaram opiniões com as quais o funcionário discorda”, afirmou o juiz Barrington Parker.

Desde sua campanha eleitoral, Donald Trump é usuário assíduo da rede social e o Twitter se tornou protagonista do governo. É por meio de tuítes que o presidente demite ministros e até ameaça mobilizar tropas de exército contra países orientais. Atualmente, Trump tem mais de 60 milhões de seguidores e chega a compartilhar até 15 mensagens por dia.

A Casa Branca ainda não se pronunciou sobre a decisão do tribunal.

No Brasil, o uso do Twitter também é uma ferramenta comum no governo de Jair Bolsonaro. Em dezembro de 2018, Bolsonaro bloqueou o jornalista Leandro Demori, editor do The Intercept Brasil, e outros repórteres do veículo. À época, o presidente foi criticado por “calar a imprensa”. 

“Isso se chama silenciar. Bloquear me impede de ver o que ele escreve, como futuro chefe da nação, com salário pago pelos meus impostos. Me impede de fazer perguntas publicamente a ele e de debater com ele”, disse o jornalista.

(Com informações da Reuters.)