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10/04/2019 16:30 -03 | Atualizado 10/04/2019 16:42 -03

Novo ministro retira militar e anuncia 6 nomes para cúpula do MEC

Weintraub troca secretário-executivo ligado a militares por economista que já fez parte da equipe de Haddad.

André Borges/MEC
Abraham Weintraub foi nomeado ministro da Educação na segunda-feira (8), após Bolsonaro confirmar a demissão de Ricardo Vélez.

Em seu primeiro dia à frente do Ministério da Educação, Abraham Weintraub anunciou mudanças na cúpula da pasta. Na mais importante delas - e possivelmente de maior impacto -, o novo ministro tirou o militar Ricardo Machado Vieira, tenente-brigadeiro que estava há menos de 15 dias no segundo maior posto do ministério, o de secretário-executivo.

A troca se dá em meio a uma queda de braço interna entre militares e seguidores do guru do bolsonarismo Olavo de Carvalho, e enfraquece o primeiro grupo, que tinha ganhado espaço nas últimas semanas. 

Antonio Paulo Vogel de Medeiros será o quinto indicado ao posto de número 2 do MEC desde o início do governo. Ele fazia parte da equipe de Weintraub na Casa Civil, sendo secretário-adjunto do órgão.

Nos últimos 3 meses, 4 pessoas ocuparam o cargo de secretário-executivo. Luiz Antonio Tozi, considerado um representante da “ala técnica” do ministério e alinhado a um grupo rival dos “olavetes” foi exonerado em 12 de março; em seu lugar assumiu o engenheiro Rubens Barreto da Silva, que só ficou no posto por dois dias.

Em 14 de março, o então ministro Ricardo Vélez - exonerado na última segunda-feira (8) - anunciou pelo Twitter que a nova número 2 do MEC seria a diretora de uma escola batista em São José dos Campos, Iolene Lima. Lima divulgou na semana seguinte, pelo Twitter, que estava sendo demitida. O militar Vieira assumiu, então, em 29 de março.

Formado em Economia e Direito, Medeiros fez sua carreira na área de auditoria financeira e chegou a ocupar o cargo de secretário municipal substituto de Finanças e Desenvolvimento Econômico na gestão do petista Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo.

No currículo elaborado pelo MEC, é destacada a atuação de Medeiros em gestão pública há mais de 20 anos, “tendo, durante esse período, ocupado funções de chefia e alta direção na Secretaria do Tesouro Nacional, nos estados do Rio de Janeiro e de Goiás, no município de São Paulo e no governo do Distrito Federal”.

Para secretário-executivo adjunto do MEC, Weintraub indicou Rodrigo Cota. Ele ocupava o cargo de diretor de Programas da Secretaria Executiva, na equipe de Paulo Guedes, no Ministério da Economia.

 

Secretarias

As secretarias de Educação Básica, Educação Superior, de Regulação e Supervisão da Educação Superior e a de Educação Profissional e Tecnológica também terão seus comandos trocados. Entram: Janio Endo Macedo, Arnaldo Barbosa de Lima Junior, Silvio José Cecchi e Ariosto Antunes Culau.

Silvio José Cecchi é o único com experiência em gestão de políticas públicas educacionais. No governo do ex-presidente Michel Temer, ele foi diretor de Desenvolvimento da Educação em Saúde da Secretaria de Educação Superior e também chefiou a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior.

As únicas secretarias que não sofreram alterações foram as de Alfabetização e a de Modalidades Especializadas de Educação.