LGBT
25/06/2020 13:27 -03 | Atualizado 25/06/2020 13:31 -03

Tinder inclui 'trans', 'assexual' e outras opções de gênero e orientação sexual

Novidade foi desenvolvida em parceria com a Associação da Parada do Orgulho LGBT e estará disponível em julho para os usuários.

O aplicativo de relacionamento Tinder anunciou que vai adicionar duas novas ferramentas para promover a inclusão de identidade de gênero e orientação sexual em seu aplicativo: o usuário poderá escolher por mais opções de gênero e poderá escrever a própria identidade, de acordo como se identifica.

A iniciativa é resultado da parceria do app com Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo e chega ao Tinder em julho deste ano. Além do Brasil, países como França, Alemanha, Espanha, Itália, Suécia, Taiwan, Vietnã e Tailândia também terão as funcionalidades disponíveis. 

Além das duas opções de gênero já existentes no app, homem e mulher, os usuários também poderão utilizar outros 26 termos de identificação, como trans, não-binário e assexual. A opção de escrever manualmente a própria identidade também será disponibilizada, assim como a funcionalidade de habilitar ou não que a informação seja vista por quem interagir no app.

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No Brasil, atualmente, as pessoas só podem escolher entre duas opções de gênero no Tinder: homem e mulher.

No Brasil, atualmente, as pessoas só podem escolher entre duas opções de gênero no Tinder: homem e mulher. Pessoas trans e não binárias, por exemplo, são as mais impactadas com essas limitações de identificação no app.

Já para guiar a orientação sexual mostrada na página do usuário, o Tinder vai adicionar as opções como: heterossexual, gay, lésbica, bissexual, assexual, demissexual, panssexual, queer e curiose. Essa é a primeira vez que esse tipo de informação aparece no perfil e, segundo o app, vai impactar diretamente nas combinações. Cada usuário pode selecionar até três opções para interagir.

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71% afirmaram que apps como Tinder ajudam a conhecer pessoas diversas, com históricos de vida e identidades plurais.

Estudo recente conduzido pelo app no País, aponta que aplicativos de relacionamento dão apoio a jovens de 18 e 25 anos em suas jornadas de autoconhecimento. 71% afirmaram que apps como Tinder ajudam a conhecer pessoas diversas, com históricos de vida e identidades plurais.

68% deles afirmaram usar a internet para saber mais sobre gênero, sexualidade e fluidez. 82% responderam que usam a internet e redes sociais para interagirem com outras pessoas e 18% consideram que a internet foi fundamental na hora de achar referências para moldar o que gostariam de ser.

Recentemente, o aplicativo criou uma outra ferramenta para a população LGBT. Baseado nas preferências de pesquisa de cada usuário, a funcionalidade, batizada de “Travel Alert” (alerta de viagem, em tradução livre) notificará usuários quando utilizarem o app em países que não são acolhedores. 

“Embora acreditemos na individualidade de cada um e no seu direito de ser quem quiser, a realidade infelizmente é que nem todos país é um local seguro para a comunidade LGBTQ+”, diz Elie Seidman, CEO do Tinder em comunicado enviado à imprensa.

Para desenvolver o novo alerta, o aplicativo contou com a colaboração da ILGA (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais), maior organização mundial em defesa dos direitos LGBTI+.

A ONG mapeou os lugares onde o aviso deveria ser implantado. Após receber o alerta, o usuário LGBT é direcionado para uma página da ONG com informações sobre legislação de orientação sexual pelo mundo.

Segundo relatório mais recente da organização, cerca de 70 países ainda tratam relações homossexuais como crime. Em 44 deles, a criminalização vale para todos os gêneros. Nos demais, apenas para homens. Em 6, a lei prevê pena de morte para quem se relacionar com pessoas do mesmo sexo.

“Como um aplicativo que recebe a todos - não importa sua identidade de gênero, orientação sexual ou localização física -, esse alerta é uma maneira de ajudar nossa comunidade a ficar mais consciente dos riscos injustos que certos locais oferecem”, afirma Seidman em nota.