NOTÍCIAS
02/04/2019 17:03 -03 | Atualizado 02/04/2019 17:47 -03

Ex-presidente Temer e Moreira Franco se tornam réus na Lava Jato do Rio

Temer e outros presos na operação Descontaminação foram soltos na última semana graças a habeas corpus em caráter liminar.

Amanda Perobelli / Reuters
Temer já havia sido alvo de denúncias apresentadas pelo MPF do Rio referentes à operação Descontaminação, que apura desvios na Eletronuclear, e a um contrato de publicidade no aeroporto de Brasília.

Nesta terça-feira (2), ex-presidente Michel Temer (MDB), o ex-ministro Moreira Franco e outros 12 acusados se tornaram réus na operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, aceitou duas denúncias contra os acusados de terem participado de desvios de dinheiro na empresa Eletronuclear.

Entre os réus, estão o coronel João Baptista Lima, amigo do ex-presidente, e Othon Pinheiro, ex-presidente da empresa Eletronuclear.

De acordo com o processo, Michel Temer vai responder pelos crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público Federal (MPF) afirmou que Temer é acusado de chefiar uma organização criminosa há mais de 40 anos, responsável pela movimentação de R$1,8 bilhão em propinas.

A operação Descontaminação levou o ex-presidente à prisão em março. Ele e outros presos foram soltos na semana passada graças a habeas corpus em caráter liminar concedido pelo desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

Outras denúncias na Lava Jato

Ainda nesta terça-feira (2), em São Paulo, a força-tarefa da Lava Jato apresentou nova denúncia à Justiça Federal contra o ex-presidente e outras três pessoas pelo crime de lavagem de dinheiro, informou o MPF.

De acordo com a força-tarefa, a reforma na casa da filha de Temer, Maristela, no bairro Alto de Pinheiros, em São Paulo, foi bancada pelo coronel João Baptista Lima Filho, e pela mulher dele, Maria Rita Fratezi.

A suspeita é de que o dinheiro que bancou as obras realizadas entre 2013 e 2015 teve origem em propina arrecadada pela empresa Argeplan, de Lima. A obra foi avaliada em R$ 1,6 milhão.

Temer também tornou-se réu, ainda na semana passada, na Justiça Federal do Distrito Federal no processo que trata do caso em que o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures recebeu, supostamente como intermediário do ex-presidente, uma mala com 500 mil reais que, de segundo o Ministério Público, era dinheiro de propina paga pelo grupo J&F, controladora da JBS. 

(Com informações da agência Reuters.)