ENTRETENIMENTO
27/04/2020 01:00 -03 | Atualizado 27/04/2020 16:29 -03

Studio Ghibli: Ranking com os 22 filmes do estúdio, do pior para o melhor

E aí, concorda com nossas escolhas dos melhores animes?

Com praticamente todo o seu catálogo disponível na Netflix (menos o maravilhoso O Túmulo dos Vagalumes) desde o começo deste mês de abril, finalmente temos à disposição as incríveis animações do Studio Ghibli.

Um prato cheio para quem ainda não conhece muito bem o incrível mundo das animações japonesas, mais conhecidas como animes.

Mas quais são os melhores e os piores desse lendário estúdio japonês?

Bom, listas são sempre complicadas de se fazer, mas como gostamos de um bom desafio, montamos um ranking com todos os 22 filmes do Studio Ghibli, do pior para o melhor.

Leia aqui nossos argumentos e veja se você concorda:

22 - Contos de Terramar (2006) 

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Dirigido por Goro Miyazaki, filho do mestre Hayao Miyazaki, o grande nome do Studio Ghibli, essa confusa adaptação dos romances de fantasia de Ursula K. Le Guin não agradou em nada à autora americana, que, com razão disse que a animação não tinha nada a ver com o clima de seus livros. 

Sinopse: Pessoas estão agindo de forma estranha no reino de Terramar e passam a ver dragões, seres mágicos que não deveriam habitar o reinoo dos humanos. Intrigado com o que está acontecendo, o mago errante Ged começa uma investigação. Em suas andanças, ele conhece o Príncipe Arren, um jovem garoto tímido com um lado sombrio, que tenta proteger a todo custo Theru, uma garota órfã. Quando ela é enfeitiçada pela bruxa Cob, Theru perde o controle e apenas Ged poderá ajudá-lo a superar seus medos e salvar Theru.

21 - Da Colina Kokuriko (2011)  

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Mesmo sendo bem melhor que Contos de Terramar, o outro filme de Goro Miyazaki para o Studio Ghibli está longe de ser uma das melhores animações do estúdio. Com roteiro escrito por seu pai Hayao, Goro opta por uma abordagem mais realista neste filme, que apresenta um romance adolescente passado no Japão da década de 1960, às vésperas dos Jogos Olímpicos de 1964.

Sinopse: Desde que seu pai desapareceu no mar, a jovem Umi ergue duas bandeiras de sinalização marítima no quintal de casa, no alto de uma colina com vista para o porto de Yokohama. Sua história chama a atenção de Shun, um estudante que escreve um artigo sobre Umi no jornal da escola. Eles acabam se aproximando e algo nasce entre os dois, mas essa relação é abalada quando um barco misterioso passa a se comunicar com Umi por meio de suas bandeiras, revelando um segredo do passado.

20 - O Mundo dos Pequeninos (2010)

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A adaptação do livro Os Pequeninos Borrowers, de Mary Norton, era um sonho antigo de Hayao Miyazaki e outro grande nome so Studio Ghibli, Isao Takahata. Mas o projeto acabou sendo dirigido pelo estreante Hiromasa Yonebayashi. Não que o resultado seja ruim, mas O Mundo dos Pequeninos soa genérico em comparação aos clássicos de Miyazaki.

Sinopse: Pequenos seres que vivem escondidos na casa de humanos roubam coisas como torrões de açúcar, alfinetes, botões... Tudo que os ajude a sobreviver em seu mundo minúsculo. Contanto que nunca sejam vistos pelos humanos, eles estão salvos. Porém, quando a pequenina Arrietty é vista pelo jovem humano Sho, sua família passa a correr perigo.

19 - O Reino dos Gatos (2002)

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É realmente complicado para qualquer diretor se enveredar pelo caminho da fantasia quando se tem alguém como Hayao Miyazaki trabalhando no mesmo estúdio que você. Hiroyuki Morita que o diga. Sua aventura cheia de gatos falantes tem charme, mas não consegue nem chegar perto do nível de encantamento das melhores animações do mestre Miyazaki. Mesmo com alguns ótimos personagens, como o carismático vilão Rei dos Gatos.

Sinopse: A adolescente Haru salva um gato de ser atropelado e é convidada a conhecer o reino dos gatos. Porém, chegando lá ela descobre que o Rei dos Gatos quer que ela se case com seu filho, o príncipe Luna.

18 - Eu Posso Ouvir o Oceano (1993) 

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Produção de menor orçamento, feita para a TV, Eu Posso Ouvir o Oceano foi uma oportunidade que o estúdio deu a jovens artistas. O resultado é apenas mediano, mas não chega a decepcionar. A pegada é de uma trama teen bem mais realista que a média das produções do Ghibli.

Sinopse: Na viagem de retorno a sua cidade natal para uma reunião de antigos colegas do ensino médio, o universitário Taku relembra seus dias na escola, de sua amizade com o estudioso Yutaka, e de Rikako, uma metida estudante que foi transferida para seu colégio vindo de Tóquio que causou um grande impacto na vida de Taku. Principalmente sua relação com Yutaka.

17 - As Memórias de Marnie (2014)  

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Filme que seguiu a suposta última animação de Hayao Miyazaki, Vidas ao Vento, As Memórias de Marnie não chega a empolgar tanto, mas traz alguns momentos bem bonitos. Tudo muito bem ilustrado pelos belos traços de Hiromasa Yonebayashi.

Sinopse: Em uma viagem a uma pequena cidade no litoral, Anna, uma solitária e melancólica garota de 12 anos, é atraída a uma casa que parece abandonada em um local que fica inacessível quando a maré sobe. Lá, ela encontra Marnie, uma menina que logo se torna sua amiga. Mas Anna, descobrirá que Marnie não é exatamente quem parece ser.

16 - Meus Vizinhos, Os Yamadas (1999) 

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Trabalho mais radical de Isao Takahata, o segundo diretor mais conhecido do estúdio, em Meus Vizinhos, Os Yamadas ele leva seu estilo aquarelado ao extremo de traços simples e lirismo para contar pequenas histórias, à primeira vista triviais, de uma família média japonesa. É bem bonito e engraçado, mas pode não agradar todo mundo.

Sinopse: Por meio de esquetes às vezes engraçadas, às vezes tocantes, conhecemos o cotidiano da família Yamada, composta pelo pai Takashi, a mãe Matsuko, sua sogra Shige, o filho Noboru, a filha Nonoko e o cachorro Pochi.

15 - Vidas ao Vento (2013) 

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Hoje sabemos que Vidas ao Vento não será mais o último filme do mestre Miyazaki, mas quando foi lançada, a animação não foi recebida muito bem. Isso porque o diretor, uma apaixonado por aviação, resolveu contar uma história real, de um projetista aeronáutico e deixou a fantasia, sua marca registrada, em segundo plano.  

Sinopse: Biografia de Jiro Horikoshi, engenheiro que inventou uma avião que revolucionaria a história da aviação, mas que, para seu desgosto, acabou sendo utilizado pelo Japão na Segunda Guerra Mundial. Durante sua busca pelo design perfeito, ele conhece Naoko, uma jovem por quem se apaixona, mas que está muito doente. 

14 - Memórias de Ontem (1991) 

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Memórias de Ontem pode ser a animação mais convencional de Isao Takahata, mas ainda traz toda a profundidade sentimental de seus melhores trabalhos, como O Conto da Princesa Kaguya e O Túmulo dos Vagalumes, mesmo que de um jeito mais sutil.

Sinopse: Taeko tem 27 anos e vive uma vida medíocre em Tóquio até que decide fazer uma viagem à sua cidade natal, no interior do Japão. No caminho, ela relembra sua infância e de como era mais feliz vivendo longe da capital.

13 - Sussurros do Coração (1995)

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Considerado o herdeiro de Miyazaki e Takahata, Yoshifumi Kondo já havia trabalhado em alguns filmes de seus dois mestres, mas acabou encerrando sua trajetória como diretor no estúdio de forma trágica, ao morrer com apenas 47 anos. Sussurros do Coração ainda não está no mesmo nível dos melhores títulos de Miyazaki e Takahata, mas consegue alcançar um bom nível de encantamento.

Sinopse: Apaixonada por livros, a jovem Shizuku acaba descobrindo que todos os livros que retira na biblioteca também foram lidos por Seiji. Ela vai atrás dele, mas o encontro não dá muito certo e ela o acha irritante. Seria mesmo ele a mesma pessoa com um amor e gosto por livros tão igual ao dela? À medida que os dois se aproximam, ela descobre que ele tem o sonho de ser um fabricantes de violinos, como seu avô, e com a ajuda de um ser mágico, ela passa a notar que a vida nem sempre é o que nós sonhamos ser.

12 - Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar (2008)  

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Entre as fantasias de Hayao Miyazaki, Ponyo sofre um pouco por ser infantil demais, perdendo um pouco aquelas pitadas de perigo que dão o tempero ideal às aventuras do mestre. Mesmo assim, não deixa de ser uma animação bonita e tocante.

Sinopse: Em um belo dia brincando na praia, Sosuke, um garoto de cinco anos, encontra Ponyo, uma peixinha em apuros. Ele a salva a leva com ele, para a fúria do feiticeiro Fujimoto (Jôji Tokoro), que exige que Ponyo retorne às profundezas do oceano. Decidida a ficar com Sosuke, Ponyo quer se transformar em humana.

11 - Pom Poko: A Grande Batalha dos Guaxinins (1994)

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Isao Takahata gostava de transitar entre dois mundos distintos. Um bem realista e outro mais voltado às lendas e mitos japoneses. Pom Poko vai mais na direção da fantasia usando a figura do tanuki, um tipo de guaxinim travesso e fanfarrão do folclore nipônico que acabou se tornando uma figurinha carimbada em qualquer izakaya, o típico bar japonês. Sempre sorrindo e mostrando sua pança com uma garrafinha de saquê a tiracolo.

Sinopse: Acossados pela presença cada vez mais invasiva dos humanos, uma comunidade de tanukis têm de desenvolver uma técnica mágica para se misturar entre os humanos. Mas, é claro, que a tática só gera confusão.

10 - Nausicaä do Vale do Vento (1984)

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Nausicaä não é exatamente um filme do Studio Ghibli, mas foi adotado pelo estúdio por ser uma produção de um de seus fundadores: o mestre Hayao Miyazaki. Aqui, ele ainda está desenvolvendo algo que aprimorou em Princesa Mononoke, uma aventura que quer trazer à tona uma consciência ecológica que ainda era vista como um discurso fora de moda.  

Sinopse: Mil anos depois de um evento catastrófico chamado 7 Dias de Fogo, Nausicaa, a princesa do pequeno reino do Vale do Vento, luta para que o mundo não sofra outro desastre por conta do Mar da Podridão, uma floresta tóxica com plantas e insetos gigantes que ameaçam mais uma vez a vida no planeta.

9 - Porco Rosso: O Último Herói Romântico (1992)

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Porco Rosso tem tudo que Vidas ao Vento não tem. Ou seja, é uma grande homenagem de Miyazaki à sua grande paixão, a aviação, mas aqui ele opta mais pela fantasia, seu ponto forte. A animação emula as clássicas aventuras da era de ouro de Hollywood de um jeito que só Miyazaki consegue fazer.

Sinopse: Piratas aéreos ameaçam os céus da Itália entre as duas grandes guerras. Mas nenhum piloto local é tão bom quanto o mítico Marco Porcellino, mais conhecido por Porco Rosso, que ganha a vida como caçador de recompensas.

8 - O Serviço de Entregas da Kiki (1989)

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O mais fofinho dos filmes mais fofinhos de Miyazaki, O Serviço de Entregas da Kiki exala charme, mas sua história de amadurecimento não chega a ser tão tocante como a de A Viagem de Chihiro. No entanto, Kiki e seu gato Jiji seguem sendo dois dos personagens mais apaixonantes criados pelo mestre.

Sinopse: Como é uma tradição entre as bruxas, ao completar 13 anos, Kiki tem de deixar sua comunidade e encontrar uma cidade que ainda não tem uma bruxa. Acompanhada de seu gato falante Jiji, ela chega a litorânea cidade de Korico. Lá, ela monta um serviço de entregas usando sua vassoura voadora e chama a atenção do jovem sonhador Tombo. 

7 - O Conto da Princesa Kaguya (2013)

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Último filme de Isao Takahata, que morreu em 2018, O Conto da Princesa Kaguya é lindo em todos os sentidos. Além da bela história baseada em um conto folclórico secular japonês, a técnica de aquarela de Takahata alcança aqui o seu auge, deixando a animação com um jeito de artesanato antigo. 

Sinopse: Nascida dentro de um tronco de bambu, a pequena Kaguya se transforma em uma bela jovem cobiçada por cinco nobres. Entre eles o próprio imperador. Mas ela não se interessa por nenhum deles e exige que seus pretendentes realizem tarefas praticamente impossíveis como condição para se casar com ela. Mas ela pagará um preço alto por sua atitude.

6 - O Castelo no Céu (1986)

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Primeiro filme oficial do Studio Ghibli, O Castelo no Céu é como um resumo da carreira de Hayao Miyazaki, unindo todos os elementos que o fizeram famoso. No entanto, ainda faltava a ele a maturidade de trabalhos posteriores. Mesmo assim, é um belíssimo filme do estúdio.

Sinopse: Ao se conheceram, o aprendiz de engenheiro Pazu e a jovem Sheeta descobrem que ambos têm algo em comum: o desejo de encontrar um mítico castelo flutuante. Juntos nessa jornada, os dois terão de enfrentar uma série de obstáculos para alcançar seu objetivo.

5 - O Castelo Animado (2004)

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Lançado na esteira do sucesso de A Viagem de Chihiro no ocidente, O Castelo Animado sofreu com a comparação. No entanto, é um dos melhores e mais inventivos filmes de Miyazaki, que mergulha de cabeça na fantasia sem restrições. 

Sinopse: Sofia, uma jovem de 18 anos que trabalha na chapelaria de seu pai, conhece o sedutor mago Hauru. Com ciúmes de como Haru age com a moça, uma feiticeira transforma Sofia em uma senhora de 90 anos. Para desfazer a maldição, ela precisa encontrar o Castelo Animado de Hauru.

4 - Túmulo dos Vagalumes (1988)

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É uma pena que logo O Túmulo dos Vagalumes seja o único filme do Studio Ghibli não lançado no catálogo da Netflix. A grande obra de Isao Takahata é um dos maiores dramas sobre a guerra já feitos. Um aviso: este é um filme para adultos. A história dos irmão Setsuko e Seita é muito tocante e extremamente trágica. Veja com um bom estoque de lenços.

Sinopse: Após a morte de sua mãe em um bombardeio, os irmão órfãos Setsuko e Seita tentam sobreviver em meio ao caos e à miséria no Japão arrasado pela Segunda Guerra Mundial.

3 - Meu Amigo Totoro (1988)

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Meu Amigo Totoro é um filme extremamente importante para o Studio Ghibli. Tanto que o personagem se transformou no mascote do estúdio. Foi a partir dele que a obra de Hayao Miyazaki começou a ser mais conhecida no Ocidente, e foi a partir dele que o mestre fundamentou seu estilo de contar histórias de mundos que transitam entre o real e o fantástico com muito sentimento. 

Sinopse: Sofrendo com a ausência de sua mãe doente e do pai que precisa trabalhar e cuidar da esposa, as irmãs Mei e Satsuki encontram uma passagem no quintal da casa onde vivem no interior do Japão. Lá, elas conhecem Totoro, o espírito da floresta que mostrará a elas uma forma nova e mágica de encarar a vida.

2 - Princesa Mononoke (1997)

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O que Miyazaki tentou em Nausicaä do Vale do Vento, ele conseguiu realizar mesmo em Princesa Mononoke, a mais violenta e eletrizante animação de sua filmografia. Aqui, sua mensagem de preservação do meio ambiente casa de forma perfeita com uma trama cheia de ação e personagens fortes. Um Miyazaki mais para adultos.

Sinopse: Ao proteger sua vila do ataque de um demônio que estava possuindo um javali, o jovem guerreiro Ashitaka é atingido por uma maldição. Para salvar sua vida, ele viaja às florestas do oeste. Ao chegar lá, ele se vê envolvido no meio de uma batalha entre humanos liderados pela ambiciosa Lady Eboshi, que quer acabar com a floresta em nome do desenvolvimento, e a corajosa e impiedosa princesa Mononoke, uma jovem criada por um deus lobo que tenta proteger expulsando os humanos de lá.

1 - A Viagem de Chihiro (2001) 

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Qual seria o segredo por trás do imenso sucesso de A Viagem de Chihiro, primeira (e única) animação não falada em inglês a ganhar um Oscar de Melhor Animação? A resposta é simples. Em Chihiro, Hayao Miyazaki consegue contar uma de suas histórias cheias de fantasia com o equilíbrio perfeito entre o maravilhamento e o perigo. É um filme encantador que nunca deixa aquele gostinho de ameaça no ar se esvair. Uma aventura que encanta crianças e adultos na mesma medida.

Sinopse: Chihiro, uma menina de 10 anos, está triste porque está de mudança para uma nova cidade. Na viagem com seus pais, eles acabam se perdendo em uma estrada abandonada. No final do caminho encontram um túnel. Ao atravessá-lo, eles descobrem um lugar que parece um parque de diversões abandonado. Equanto Chihiro vasculha o local, seus pais são atraídos a uma barraca abarrotada de comida que eles se servem sem cerimônia. A noite começa a cair e Chihiro volta à barraca em que estavam seus pais, mas os encontra transformados em porcos. Para salvá-los, ela precisa buscar a ajuda de uma bruxa nada amigável.