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24/06/2020 18:18 -03 | Atualizado 24/06/2020 18:29 -03

Sara Winter pode deixar a prisão, mas terá que usar tornozeleira eletrônica

Decisão do ministro Alexandre de Moraes se estende a outros 5 militantes bolsonaristas presos no inquérito que investiga atos antidemocráticos.

Andressa Anholete via Getty Images

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes deu aval para que a extremista Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, deixe a prisão, desde que seja monitorada por tornozeleira eletrônica. Ela também não poderá se aproximar do STF e do Congresso Nacional.

A militante bolsonarista, chefe do grupo extremista 300 do Brasil, está presa desde o último dia 15, por ordem de Moraes. Ela é alvo do inquérito que investiga a organização e o financiamento de atos antidemocráticos no País. No fim de semana anterior à sua prisão, Sara protagonizou um ato em frente ao STF, que simulou um bombardeio com lançamento de fogos de artifício.

Antes disso, a militante chegou a fazer ameaças diretas a Moraes, que tinha autorizado mandado de busca e apreensão em sua casa, dentro do inquérito que apura a organização de atos antidemocráticos.

A decisão de soltura se estende a outras cinco pessoas presas no mesmo inquérito: Renan de Morais Souza, Emerson Rui Barros dos Santos, Érica Viana de Souza, Daniel Miguel e Arthur Castro.

Além do uso da tornozeleira, o grupo não poderá ter contato com parlamentares que também são citados no processo, como a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), e também com alguns empresários e blogueiros. O grupo deverá ainda ficar recolhido dia e noite com saídas apenas com autorização, para trabalho e estudo.

Em nota, a defesa de Sara Winter alega que as restrições na decisão de soltura indicam que há “grave e inequívoca ofensa ao princípio da presunção de inocência”.  A defesa afirma que tomará medidas cabíveis.