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28/12/2019 11:41 -03

Atentado a bomba na Somália deixa ao menos 90 mortos

Entre as vítimas, estão muitos estudantes e dois cidadãos turcos, segundo o governo; Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque

Feisal Omar / Reuters
Pessoas socorrem vítima de atentado em Mogadíscio, capital da Somália.

Ao menos 90 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após um veículo carregado com bombas explodir em um movimentado posto de controle de  Mogadíscio, capital da Somália, neste sábado (28), segundo uma organização internacional que trabalha no país.

Entre os mortos, estão muitos estudantes e dois cidadãos turcos, de acordo com o ministro das Relações Exteriores da Somália, Ahmed Awad.

Um relatório da organização internacional, que não quis ser identificada, diz que o número de mortos era superior a 90. Um deputado da Somália também tuitou que havia sido informado que o número de mortos é maior que 90, incluindo 17 policiais.

Ninguém assumiu até agora a responsabilidade pela explosão.

O grupo islâmico Al Shabaab, ligado à Al Qaeda, realiza esse tipo de ataques regularmente, na tentativa de prejudicar o governo, que é apoiado pelas tropas das Nações Unidas e da União Africana.

O ataque mais mortal atribuído ao grupo foi em outubro de 2017, quando um caminhão carregado com bombas explodiu ao lado de um tanque de combustível em Mogadíscio, criando uma tempestade de fogo que matou quase 600 pessoas.

Três testemunhas disseram à Reuters que uma pequena equipe de engenheiros turcos estava presente no momento da explosão, construindo uma estrada para ligar o posto de controle à cidade.

Um carro que pertencia aos engenheiros foi destruído na explosão, disseram as testemunhas.

O ministro das Relações Exteriores da Somália mais tarde afirmou, pelo Twitter, que dois dos engenheiros turcos morreram na explosão.

Muitos dos mortos eram “estudantes com ambições e homens e mulheres trabalhadores”, escreveu Awad.

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia confirmou a morte de dois cidadãos do país.

 

‘GRITANDO POR SOCORRO’

Após a explosão, Sabdow Ali, de 55 anos, que mora nas proximidades, disse que saiu de casa e contou pelo menos 13 corpos.

“Dezenas de feridos estavam gritando por socorro, mas a polícia imediatamente abriu fogo e eu corri de volta para minha casa”, disse ele à Reuters.

Os feridos foram transportados para o Hospital Medina. Uma enfermeira do hospital, falando sob condição de anonimato, disse que a unidade recebeu mais de 100 pessoas feridas.

Em entrevista a repórteres no local da explosão, o prefeito de Mogadíscio, Omar Muhamoud, disse que o governo confirmou que pelo menos 90 civis, a maioria estudantes, foram feridos.