ENTRETENIMENTO
30/07/2019 02:00 -03 | Atualizado 30/07/2019 13:31 -03

'Simonal': Cena exclusiva mostra o interrogatório de Wilson Simonal no DOPS

Caso envolvendo órgão de repressão da ditadura militar marcou o declínio de um dos artistas mais famosos do País nos anos 1960.

Um dos cantores mais populares do Brasil na década de 1960, Wilson Simonal (1938-2000) viu sua meteórica carreira começar a ruir depois de se envolver com agentes do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), órgão de repressão da ditadura militar, em 1971.

O caso, que custou a carreira do popular cantor, começou em 1969, quando ele foi interrogado no próprio DOPS por ter defendido Martin Luther King, o grande líder do movimento de igualdade de direitos raciais nos Estados Unidos na época.

Anos mais tarde ele pediu ajuda a um agente do DOPS para dar “uma prensa” em um contador que Simonal acusava de ter lhe roubado dinheiro.

A cena — disponibilizada com exclusividade ao HuffPost — mostra um importante capítulo da vida do artista carioca retratado na cinebiografia Simonal, que tem estreia no circuito marcada para o dia 8 de agosto.

Estrelado por Fabrício Boliveira e Ísis Valverde (que interpreta Tereza Pugliesi, esposa do cantor), o filme mostra a ascensão e queda de Simonal, um artista de admirável talento vocal e enorme carisma na década de 1960. Ele fazia shows para plateias enormes, comandou programas de TV e estrelou comerciais de multinacionais. 

O filme tem produção musical de Wilson Simoninha e de Max de Castro, filhos de Simonal e Tereza, e elenco com nomes populares do cinema brasileiro, incluindo o humorista Leandro Hassum no papel do produtor musical Carlos Imperial e João Velho, que dá vida ao também produtor Miele.

A direção é de Leonardo Domingues, que tem no currículo a edição do elogiado Nise: O Coração da Loucura (2015), filme biográfico sobre a psiquiatra Nise da Silveira, pioneira da terapia ocupacional no Brasil. Geraldo Carneiro (Dalva e Herivelto: Uma Canção de Amor) é quem assina o roteiro.

Na última década, Wilson Simonal foi tema de biografias, documentários e musicais.

Em 2017, chegou às livrarias Quem Não Tem Swuing Morre Com a Boca Cheia de Formigas: Simonal e os Limites de uma Memória Tropical, de Gustavo Alonso. Dois anos depois foi a vez da elogiada biografia Nem Vem que Não Tem – A Vida e o Veneno de Wilson Simonal, de Ricardo Alexandre.

Também em 2009 foi lançado o premiado documentário Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. No teatro, a vida do artista foi apresentada nos musicais S’imbora, o Musical Show em Simonal.