COMPORTAMENTO
04/03/2019 14:42 -03 | Atualizado 04/03/2019 14:45 -03

7 dicas para os casais que querem melhorar o sexo

Apimentar um pouco sua vida sexual não precisa necessariamente envolver algo mirabolante.

Westend61 via Getty Images

Apimentar um pouco sua vida sexual não precisa necessariamente envolver algo mirabolante. Não é preciso investir em brinquedos sexuais caríssimos ou frequentar festas sexuais para se divertir (se bem que, se qualquer dessas coisas lhe agradar, vá firme!).

Abaixo, terapeutas sexuais e outros sexperts americanos compartilham 7 dicas que você pode experimentar se quiser se aventurar um pouco mais na cama. 

1. Não se restrinja ao binário

“A libertação de gênero é para todos nós. Se há alguma coisa que você nunca se permitiu explorar ou expressar, agora é hora de começar a pensar em se dar permissão para experimentar. Pode ser algo tão simples quanto um curso de produção de pães ou de mecânica de automóveis. Ou talvez você queira explorar coisas como sexo anal. O que é que seu corpo realmente deseja e que pessoas “como você” supostamente “não deveriam” fazer? Ouse, se aventure, curta a emoção de enveredar pelo que é tabu e saber que o futuro encerra muitas possibilidades!” ―Chris Maxwell Rose, educador sexual e criador dos cursos online Pleasure Mechanics

2. Mergulhe em suas fantasias sexuais não verbalizadas

“Muitos artigos nos recomendam apimentar nossa vida sexual, incluindo mais variedade nela. Faz sentido; com o passar do tempo, aquilo que fazemos com mais frequência no sexo pode ficar maçante, e sexo maçante não é muito divertido. Antes de diversificar, pense sobre o que você sente que lhe faz falta e o que poderia deixar suas transas mais excitantes. Pode ser a incorporação de novos brinquedos (há uma razão por que a indústria de brinquedos sexuais movimenta bilhões de dólares), palmadas, role playing, festas sexuais, swinging, falar palavrões, sexting, falar sobre suas fantasias sexuais, transar em lugares diferentes (por exemplo um carro, sua cozinha, no chuveiro), tentar novas posições ou assistirem a uma aula de sexo juntos.” ―Jesse Kahn, diretor e terapeuta sexual no Gender & Sexuality Therapy Collective, em Nova York

3. Experimentem ir devagar, sem apressar o orgasmo  

“Sei que isso não soa atraente de imediato, mas existem ótimas razões para se privar do orgasmo temporariamente. Isso vai obrigar vocês dois a lançarem mão da criatividade para ver quanto prazer podem sentir e proporcionar com sua interação, em vez de focar apenas no resultado final. É provável que a intimidade entre vocês acabe durando mais tempo. Se você geralmente sente pressão para ter um orgasmo, essa pressão vai deixar de existir. Além de tudo, pode ser tremendamente estimulante sentir uma coisa proibida!” ―Vanessa Marin, terapeuta sexual e criadora de cursos de terapia sexual online 

4. Prestem atenção à respiração

Todo o mundo precisa respirar mais durante o sexo. De todas as técnicas de mindfulness sexual que eu ensino, uma que muda o jogo completamente para muitas pessoas é aprender a respirar de modo a relaxar e ao mesmo energizar seu corpo. Comece fazendo algumas respirações profundas enquanto está ficando excitado e observe o que acontece.” ―Chris Maxwell Rose

5. Experimente usar um óleo na hora do sexo

“Não há nada como o calor de uma massagem com óleo quente, especialmente quando você inclui uma venda para intensificar o clima de expectativa. Quando o óleo está na temperatura certa, coloco uma venda na minha parceira e a conduzo até o lugar onde vou fazer a massagem. Vou pingando óleo devagar sobre o corpo dela. A venda intensifica o clima de mistério – ela não sabe onde a próxima gota de óleo vai cair ―, e o calor cria uma sensação altamente excitante com a massagem. O que é incrível nesta experiência sexual é que você combina diferentes sentidos para criar algo novo: a temperatura, o toque e eliminar a visão.” ―Kenneth Play, coach sexual do Brooklyn, em Nova York

6. Masturbem-se com mais frequência – e juntos

“Inclua seu(s) parceiro(s) quando você se masturba. O autoerotismo pode ajudar você a se reconectar com seu corpo, a conhecê-lo melhor e aprender o que lhe dá prazer. Pode ajudar a criar conforto e sintonia com nosso próprio corpo. A masturbação também é um jeito seguro de explorar novos brinquedos sexuais. E não é só isso: quando falamos abertamente sobre o que nos dá prazer, intensificamos nossa conexão com nosso parceiro. A masturbação mútua é uma maneira ótima de observar alguém que você deseja dando prazer a si mesmo; pode ser uma maneira muito sexy e informativa de aprender como a pessoa gosta de ser tocada. Dica: todo o mundo pode usar lubrificante, mesmo sozinho. E o lubrificante é muito bom para várias partes do corpo, tanto as que que se lubrificam sozinhas quanto outras.”―Kahn 

7. Imagine que você é solteiro e vai transar com uma pessoa nova pela primeira vez

“O exercício aqui não é de fato transar com uma pessoa nova (se bem que isso seja sem dúvida uma maneira usada por alguns casais para apimentar sua vida sexual). É rever o que você curte sexualmente e deletar quaisquer hábitos sexuais negativos ou pouco estimulantes que você e seu parceiro possam ter desenvolvido com o passar do tempo. Muitos casais, especialmente os que estão juntos há muito tempo, tendem a cair na rotina sexual; eles encontram uma maneira de transar que funcionou bem no começo e continuam a fazer sempre a mesma coisa. Outra coisa que já ouvi de muitas pessoas é que elas sentiram vontade de fazer algumas críticas construtivas no início do relacionamento mas não o fizeram porque ainda não se sentiam suficientemente à vontade com a outra pessoa. Quando elas finalmente se sentem mais à vontade para dar feedback ao parceiro, têm medo de que já seja tarde demais e que o parceiro fique ofendido porque não disseram nada antes. Então imagine que vocês estão começando tudo de novo e pense no que você gostaria que um novo parceiro soubesse sobre o jeito que você gosta de ser tocada, quando é mais provável que esteja no clima para transar, qual é sua posição preferida ou alguma coisa nova que você tenha vontade de experimentar. E então compartilhe isso com seu parceiro.” ―Sarah Hunter Murray, pesquisadora sexual e autora do livro ainda inédito Not Always in the Mood: The New Science of Men, Sex, and Relationships

*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost US e traduzido do inglês.