ENTRETENIMENTO
29/01/2020 02:00 -03 | Atualizado 29/01/2020 15:56 -03

E se a política de abstinência sexual fosse aplicada em 'Sex Education'...

O destino dos personagens da série da Netflix seria bem diferente se dependesse da ministra Damares.

ATENÇÃO: Se você ainda não viu a segunda temporada de Sex Education e não quer estragar nenhuma surpresa da trama, não leia este texto agora. Volte apenas depois de assistir a série completa.

Brasil, ano 2020: Para evitar um surto de doenças venéreas, gravidez precoce e a proliferação descontrolada da população, o governo instaura uma politica de abstinência sexual. Ou seja, os jovens não transam mais.

Essa poderia ser a sinopse de um livro, um filme ou até uma série de um futuro distópico, mas é algo que pode se tornar realidade muito em breve — pelo menos é o atual objetivo da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

Diante desse quadro, tentamos imaginar um tipo de “Damaresverso”, onde essa política anti-sexo se aplicaria em Sex Education. A série da Netflix vem desde 2019 chamando a atenção do público por seu enfoque sem tabus e cheio de humor sobre a iniciação sexual de adolescentes em uma pequena cidade do interior da Inglaterra.

O que o fato de só poder transar depois do casamento afetaria os rumos de personagens como, por exemplo Otis, Eric, Adam, Ola ou Lilly na trama da série? Gostaríamos tanto de Sex Education sob a política de abstinência sexual?

Descubra aqui:

Otis continuaria achando que sua técnica de dedada é a coisa mais sensacional do mundo

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Meio-dia, três, seis, nove horas... A Técnica do Relógio de Otis é um desastre completo. Ola que o diga. Coitada. O problema é que ele mesmo não se tocou disso, e em um mundo em que o sexo fosse liberado só após o casamento, a esposa de Otis aprenderia um pouco tarde demais que o marido não faz a mínima ideia do que é uma verdadeira dedada.

Ola só descobriria que é bissexual depois de casar

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Frustrada com as constantes pisadas na bola de Otis e de sua extrema incompetência no sexo, Ola acaba sacando que quem ela deseja mesmo é a Lily. No “Damaresverso”, ela seria uma esposa frustrada em um casamento infeliz.

A Dra. Milburn teria que arranjar outro emprego

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É claro que educação sexual é importante para adultos também, mas com boa parte de clientes em potencial que não transam, a Dra. Milburn teria que complementar a renda com outro emprego. 

Eric continuaria apanhando de Adam e ficaria com Rahim

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Se guardando para o casamento, o valentão Adam nunca perceberia que, na verdade, ama Eric, e continuaria transformando a vida do cara mais legal de Moordale em um inferno. Isso sem falar que Eric não se daria conta que seu verdadeiro amor é Adam, não Rahim. 

Anwar ia passar vergonha em sua noite de núpcias

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Chuca, para você, é um tipo de elástico de prender cabelo? Pois é, para o Anwar também. Se ele seguisse a política da abstinência sexual, só descobriria que Chuca pode ser algo bem diferente na lua de mel com seu marido. Ou seja, já rolaria um climão logo no primeiro dia de casado.

Lily sofreria muito mais tempo com seu vaginismo

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Lily pensa tanto “naquilo” que acabou desenvolvendo um quadro de vaginismo. Suas expectativas sobre sexo são tão grandes (e específicas), que qualquer tipo de penetração se torna extremamente dolorosa. Se ela fosse uma jovem brasileira vivendo no Brasil de 2020, só descobriria esse problema bem mais tarde. Será que seu marido seria legal o suficiente para compreender? 

Romeu e Julieta - O Musical seria bem diferente

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Em um mundo de abstinência sexual, uma das versões mais espetaculares do clássico de William Shakespeare jamais se tornaria realidade. A visão futurista/sacana da peça Romeu e Julieta idealizada por Lily, apresentada no último episódio da segunda temporada, nunca sairia do papel.

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