NOTÍCIAS
06/04/2020 18:46 -03 | Atualizado 06/04/2020 20:56 -03

Servidores do Ministério da Saúde aplaudem Mandetta em gesto de apoio

Ministro foi ao Planalto participar de reunião interministerial. Temor de demissão eleva clima de tensão na Esplanada.

Divulgação
Servidores aguardam Mandetta para aplaudí-lo em gesto de apoio.

Mais de 150 servidores do Ministério da Saúde desceram para a frente do prédio, o bloco G da Esplanada dos Ministérios, para receber Luiz Henrique Mandetta no retorno dele de uma reunião no Palácio do Planalto, que teve início no fim da tarde desta segunda-feira (6). A ideia era aplaudir Mandetta, demonstrando apoio a ele por seu trabalho, em especial na gestão da crise do coronavírusO ministro corria risco de ser demitido, conforme apurou o HuffPost, mas ficará no comando da pasta. Após as especulações de sua saída, ele anunciou sua permanência no ministério por volta das 20h30.

Os servidores começaram a descer antes do retorno do ministro do Planalto por volta das 17h50. Quando Mandetta voltou da reunião, ele se apresentou para jornalistas ao lado dos secretários de seu ministério e foi aplaudido pelos servidores.

A saída de Mandetta da Saúde era dada como certa por aliados dele. Mais cedo, em uma reunião no início da tarde com o núcleo militar palaciano — Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Walter Braga Netto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Jorge Oliveira (Secretaria Geral) —, Bolsonaro convocou o deputado Osmar Terra (MDB-RS), um dos cotados para substituir Mandetta caso a demissão de fato se confirme. 

A tensão entre o chefe da Saúde e o presidente Jair Bolsonaro elevou-se na última semana, em especial depois que o mandatário afirmou, na quinta (2), que Mandetta deveria ser “mais humilde” e que nenhum de seus ministros é “indemissível”. No domingo (5), ele também disse que poderia usar sua “caneta” nesse sentido. 

Na semana passada, após o ataque público do presidente, Mandetta se reuniu com aliados e desabafou. Disse que estava de “saco cheio” e que a permanência na pasta estava “insustentável”. Recebeu pedidos, contudo, de que “aguentasse firme”. Assim tem feito, tratando sua posição de chefe do Ministério da Saúde como uma missão de médico com paciente.