ENTRETENIMENTO
30/07/2020 21:35 -03 | Atualizado 30/07/2020 21:56 -03

A cena com Flávio Migliaccio na TV vai rasgar meu coração, diz Andréa Beltrão sobre minissérie 'Hebe'

Em entrevista ao HuffPost, Beltrão e Valentina Herszage contam bastidores da produção sobre a eterna "rainha da televisão brasileira".

A minissérie Hebe estreia na Globo nesta quinta-feira (30). Dividida em 10 episódios, a produção mergulha na trajetória da apresentadora que ficou conhecida como “rainha da televisão brasileira”. Trata-se de uma versão estendida do filme Hebe - A Estrela do Brasil, lançado em 2019, e que está disponível integralmente no Globoplay - serviço de streaming da emissora.

Quem assistiu ao longa de Maurício Farias já sabe que verá na TV uma atuação arrebatadora de Andréa Beltrão, que vive Hebe em sua fase célebre.

“Foi tudo um desafio. Foi difícil interpretar uma pessoa que existiu, e como existiu. Ela ficou 60 anos na televisão. Era exuberante, um ícone”, conta Beltrão em entrevista ao HuffPost. “Fiz muitas aulas de expressão corporal e canto, que me ajudaram muito. Agora o mais difícil foi chegar perto da Hebe, conseguir reproduzir - mesmo que à minha moda - algo que se parecesse com ela.”

Entre os momentos mais marcantes do trabalho, a atriz destaca uma cena com o ator veterano Flávio Migliaccio, encontrado morto há dois meses. “Ele interpreta o pai da Hebe e [na cena] ela recebe a notícia de que ele está morrendo. Ela corre pra casa, deita do lado dele e canta a música que ele mais gostava de cantar”, explica a atriz. “Tenho certeza, pela saudade que eu sinto dele e por todos os anos de trabalho, que vou balançar”, completa.

Criada e escrita por Carolina Kotscho, que também prepara um documentário sobre a apresentadora, a trama é mostrada ao espectador por meio das memórias da própria Hebe. Estão lá amores, alegrias, dramas e contradições da artista. O público recordará seu apoio ao Maluf e também aos LGBTs, e deve se deparar também com a cumplicidade de Hebe com o pai, Fêgo, e depois com o único filho, Marcello. Também são retratados sua paixão por Roberto Carlos, os episódios de violência doméstica, além de sua postura de enfrentamento na passagem da ditadura militar para a democracia no Brasil.

Valentina Herszage, 23, é quem interpreta a apresentadora no período da adolescência e juventude, bem antes de Hebe assumir uma de suas principais marcas: o visual loiro platinado. “Acho que a Hebe se tornou o fenômeno que foi porque ela era uma mulher muito generosa, verdadeiramente interessada nas pessoas. Ela tinha uma relação com o público dela muito genuína”, opina a atriz. “Assistir a série é legal para entender tudo o que ela passou, de onde ela vem e como ela virou esse ícone tão amado”, recomenda.

Questionada sobre sua cena preferida na minissérie, a atriz aponta um momento crucial na carreira de Hebe: quando estreou na televisão, no programa Musical Manon, em 1953. ”É uma cena em que ela [Hebe] vai substituir o Corte Real e tem uma crise de riso. Eu tinha muito medo de gargalhar em cena, mais até do que chorar.”

“A risada pra mim sempre foi um lugar de difícil acesso. Então fiquei meses treinando gargalhadas, assistindo ela rir. No dia de fazer a cena foi imensamente divertido. Acho que eu consegui sentir aquela gargalhada dela que era tão marcante”, completa. 

Veja abaixo as entrevistas completas com Andréa Beltrão e Valentina Herzage:

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