ENTRETENIMENTO
26/02/2019 13:09 -03

12 sambas-enredo que até hoje são lembrados no Carnaval

Canções com mais de 20 anos, como ‘Peguei um Ita no Norte”, do Salgueiro, permanecem imortais na mente dos foliões.

Um bom samba-enredo é aquele que levanta as arquibancadas durante o desfile das escolas de samba. E um ótimo samba-enredo, o que é? Certamente aquele que permanece gravado na memória dos foliões décadas após ter sido lançado noCarnaval.

Quem não se lembra do refrão de Peguei um Ita no Norte, que ajudou o Salgueiro a levantar o título do Grupo Especial do Carnaval no Rio de Janeiro em 1993? Até mesmo as torcidas dos times de futebol chegaram a adotar o bordão, que dizia: “Explode, coração, na maior felicidade. É lindo o meu Salgueiro, contagiando, sacudindo essa cidade”.

E o samba-enredo de autoria de Demá Chagas, Arizão, Celso Trindade, Bala, Guaracy e Quinho, que em 2019 completa 26 anos, não é o único imortalizado na memória de muitos apaixonados por Carnaval.

 Mangueira, Gaviões da Fiel, União da Ilha, Império Serrano, Vai-Vai e muitas outras Escolas embalaram seus desfiles - campeões ou não - com verdadeiros hits desde a década de 1970.

 A própria Salgueiro, já citada acima, tem um sucesso de 1971 que permanece vivo nos bailes e matinês carnavalescos: Festa Para Um Rei Negro, composto por Zuzuca. Não conhece? Então leia o refrão e repense sua resposta: “O-lê-lê, o-lá-lá, pega no ganzê, pega no ganzá”. Lembrou? Claro que sim.

No embalo dos sambas-enredo citados acima, vamos relembrar outros sucessos que levantaram a avenida para chegar ao Carnaval de 2019 cheios de samba no pé e prontos para pular muito nas ruas ou sambódromos espalhados pelo País.

Império Serrano (1982)

Um refrão “chiclete”, daqueles que grudam na memória e dificilmente saem. Foi isso o que a Império Serrano conseguiu com o samba-enredo de Beto Sem Braço e Aluísio Machado em 1982.

É praticamente impossível não se contagiar pelo ritmo e a batida de Bumbum Paticumbum Prugurundum (“O nosso samba, minha gente, é isso aí, é isso aí). Duvida? Então relembre e ouça abaixo:

No mesmo ano a União da Ilha do Governador mandou à avenida É Hoje O Dia e também imortalizou a canção em nossas memórias. “Diga, espelho meu, se há na avenida alguém mais feliz que eu”, desafiava a bela letra.

Caprichosos de Pilares (1985)

Almir Araújo, Marquinhos Lessa, Hércules Corrêa, Balinha e Carlinhos de Pilares escreveram E Por Falar em Saudade e conseguiram realmente deixar saudade no coração dos foliões até hoje com o refrão “Tem bumbum de fora pra chuchu, qualquer dia é todo mundo nu…”

Mangueira (1986)

Ivo Meirelles, Paulinho e Lula prestaram homenagem a Dorival Caymmi no ano seguinte e arrebataram o título do Grupo Especial - e o coração dos foliões com Caymmi Mostra ao Mundo o que a Bahia Tem e a Mangueira Também, popularmente conhecida como “Tem xinxim e acarajé, tamborim e samba no pé”.

Estácio de Sá (1987)

A década de 1980 provavelmente foi uma das mais inspiradoras para as escolas de samba do Rio de Janeiro. Prova disso é que o samba-enredo da Estácio de Sá em 1987, O Tititi do Sapoti, de autoria de Darci do Nascimento, Djalma Branco e Dominguinhos do Estácio, foi o terceiro seguido a se tornar hit por anos a fio.

O refrão “Que tititi é esse que vem da Sapucaí, tá que tá danado, tá cheirando a Sapoti” invadiu não somente a Passarela do Samba na capital fluminense, mas todos os bailes e matinês do Brasil.

Imperatriz Leopoldinense (1989)

Niltinho Tristeza, Preto Joia, Jurandir e Vicentinho capricharam na composição de Liberdade, Liberdade, Abre as Asas Sobre Nós, um dos mais belos sambas-enredo de toda a história do Carnaval.

A inspirada letra e a contagiante batida não deixaram ninguém ficar parado nas arquibancadas e, até os dias atuais, são cantadas em prosa e verso tão logo os primeiros batuques ecoam nas caixas de som.

Mocidade Independente de Padre Miguel (1992)

A década de 1990 também teve seus sambas inesquecíveis. Sonhar Não Custa Nada, de Paulinho Mocidade, Dico da Viola e Moleque Silveira, não levou a Escola ao sonhado (com o perdão do trocadilho) tricampeonato no Rio de Janeiro em 1992, mas acabou como campeão na preferência do público, que até hoje se emociona com o refrão “Estrela de luz, que me conduz, estrela que me faz sonhar…”.

Mangueira (1994)

Você estava vivo em 1994? Então, certamente, foi atrás da verde e rosa da Mangueira. Fernando de Lima, David Corrêa, Carlos Sena e Paulinho de Carvalho acertaram em cheio na letra de Atrás de Verde e Rosa Só Não Vai Quem Já Morreu e, mesmo com a escola tendo ficado em 11º lugar no desfile, imortalizaram a homenagem feita aos Doces Bárbaros - Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa e Gilberto Gil.

Gaviões da Fiel (1995)

Vou ousar um pouco aqui e dizer que, mesmo quem não é torcedor do Corinthians, já se pegou cantando ou, pelo menos pensando, na letra de O Que É Bom Dura Para Sempre, que embalou a Escola de Samba Gaviões da Fiel em 1995.

Tire a parte da letra que diz “sou gavião, levanta a taça” e pense em outro trecho, que entoa “vou te levar, pro infinito, vou te beijar do jeito mais bonito, ai que gostoso, amor, ai que saudade, te amo, te amo de verdade”.

Vai-Vai (1996)

A Rainha, A Noite Tudo Transforma é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores sambas-enredo já entoados pela supercampeã do Carnaval de São Paulo, Vai-Vai, criada pelo compositor Borrão.