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11/10/2019 06:00 -03

Deficiente auditivo vive como se fosse um estrangeiro no próprio País, lamenta Ronaldo Tenório

CEO e cofundador da Hand Talk fala em gravação feita pelo UM BRASIL sobre a barreira de comunicação entre surdos e ouvintes.

Christian Parente/Um Brasil
Ronaldo Tenório é CEO e cofundador da Hand Talk.

A realidade dos deficientes auditivos é marcada pela falta de comunicação com toda a sociedade. Isso afeta a convivência deles em diferentes meios, como o familiar, o escolar e o profissional. O tema foi discutido pelo CEO e cofundador da Hand Talk, Ronaldo Tenório, em gravação feita pelo UM BRASIL, uma iniciativa da FecomercioSP.

“Existe uma barreira de comunicação entre surdos e ouvintes porque 80% dos surdos não conhecem o português, e a maioria dos ouvintes não conhece Libras [Língua Brasileira de Sinais]. Percebi que o surdo vive como se fosse um estrangeiro no próprio País”, afirma Tenório.

A surdez é uma deficiência invisível: é difícil identificar um surdo na rua. Apesar disso, o problema de comunicação dele é gravíssimo.

Empreendedorismo social

A ideia do aplicativo Hand Talk surgiu em 2008 como solução para um trabalho acadêmico, apenas quatro anos depois o projeto começou a ganhar corpo com a proposta do sócio da agência de publicidade na época. O app foi lançado em 2013 após um ano de desenvolvimento e, com ele, nasceu o Hugo, um intérprete 3D que tem expressões faciais e corporais para facilitar a comunicação.

“Era um trabalho acadêmico com a meta de criar uma inovação envolvendo comunicação. Estava intrigado e queria tentar resolver algum problema da sociedade. Comecei a pesquisar sobre pessoas com deficiência e encontrei nos surdos essa barreira de comunicação”, lembra.

Este artigo é de autoria de articulista do HuffPost e não representa ideias ou opiniões do veículo. Assine nossa newsletter e acompanhe por e-mail os melhores conteúdos de nosso site.