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26/01/2019 12:42 -02 | Atualizado 26/01/2019 18:19 -02

Romeu Zema admite mudança em legislação ambiental após desastre em Brumadinho

Governador de MG diz que tragédia 'não poderia ter acontecido' pelos protocolos atuais.

Reprodução/Instagram
Romeu Zema sobrevoou área do desastre de Brumadinho ao lado de Jair Bolsonaro.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou neste sábado (26) que todas as licenças da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), estavam em dia. Em breve entrevista concedida à imprensa, Zema disse que os governos estadual e federal admitem rever os protocolos de segurança atuais. ”É muito preocupante, uma tragédia totalmente inédita. Não poderia ter acontecido pelos protocolos existentes”, avaliou.

Para Zema, não é possível responsabilizar a Vale neste momento, pois a empresa possuía todos os alvarás. Segundo ele, a mina estava desativada há 4 anos e já coberta pela vegetação.

“A legislação ambiental, tanto de Minas quanto do Brasil, é uma das mais rigorosas do mundo. É prematuro fazer qualquer diagnóstico da tragédia de ontem”, disse, prometendo que as punições pelo desastre seguirão o rigor da legislação.

O governador também argumentou que a revisão nos protocolos é necessária para que um evento como esse não se repita.

O Corpo de Bombeiros informou, em seu último levantamento oficial, que estão confirmadas 34 mortes e 299 pessoas desaparecidas em Brumadinho.

A barragem rompeu nesta sexta-feira (25), e um lamaçal formado por rejeitos de minério de ferro invadiu a Vila Ferteco, atingindo uma comunidade e a área administrativa da Vale.

Apoio do governo federal

Romeu Zema e Jair Bolsonaro sobrevoaram de helicóptero a área do acidente na manhã deste sábado. Após uma reunião conjunta das autoridades mineiras e dos ministros do Meio Ambiente, Minas e Energia e Desenvolvimento Regional, o presidente deixou Belo Horizonte sem falar com a imprensa.

Zema explicou aos jornalistas que o governo federal ofereceu apoio de tecnologia para ajudar a localizar corpos que estão soterrados.

Seriam equipamentos de busca e imagem vindos de Israel que conseguem identificar corpos que estão a mais de 3 metros de profundidade.

Pelo Twitter, Bolsonaro confirmou o suporte de Israel: