POLÍTICA
01/02/2019 21:26 -02 | Atualizado 01/02/2019 22:43 -02

Rodrigo Maia é reeleito presidente da Câmara dos Deputados

Dos 513 parlamentares, Rodrigo Maia teve 334 votos.

AFP Contributor via Getty Images
Rodrigo Maia foi reeleito presidente da Câmara com 334 votos.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi reeleito em primeiro turno com 334 votos para um novo mandato de 2 anos como chefe da Casa. Maia concorreu contra Fábio Ramalho (MDB-MG), que teve 66 votos; Ricardo Barros (PP-PR), 4; General Peternelli (PSL-SP), 2; Marcelo Freixo (PSol-RJ), 50; JHC (PSB-AL), 30, e Marcel Van Hattem (Novo-RS), 23. 

Com o mote “diálogo”, a campanha de Maia apostou em diversas conversas com parlamentares. Após ter sido reeleito deputado federal, ele intensificou a agenda de viagens para conversar com líderes partidários a fim de garantir a permanência no cargo.

Com o governo, venceu o argumento da habilidade política para levar a reforma da Previdência ao plenário da Casa. O parlamentar provou a capacidade de lidar com temas delicados ao pautar duas vezes as denúncias contra o ex-presidente Michel Temer. Na época, ele era o seguinte da linha sucessória para presidir o País.

Entre os colegas, houve promessa de articulação para presidência de comissões, indicação para relatorias e prioridade em pautas. 

Esta é a terceira vez seguida que Maia vence o pleito para chefiar a Casa. Ele está no comando da Casa desde meados de 2016, quando o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso na Operação Lava Jato, deixou o cargo. No ano seguinte, se lançou candidato e foi novamente eleito.

Em seu discurso de candidato nesta sexta-feira, o deputado acenou ao governo com a defesa da reforma da Previdência. 

“Para a educação, por exemplo, não sei o que pensa a esquerda ou a direita, mas o que eu sei é que, se não reformamos o Estado brasileiro, nem a esquerda nem a direita nem os governadores conseguirão reformar a educação deste País.”

Segundo ele, o problema do Ceará, governado pelo petista Camilo Santana, não é diferente do que passa o Goiás, comandado por Ronaldo Caiado, do DEM.

“Não temos dinheiro para saúde, educação, segurança e não é pela PEC do Teto de Gastos. De cada R$ 100 do orçamento, R$ 94 estão comprometidos com despesas obrigatórias, que não podemos cortar. O brasileiro precisa entender que se organizarmos as despesas esse País, será o que mais vai crescer entre todos os países do mundo e só assim vai vencer a miséria.”

Nova política

O nome de Maia vai na contramão do discurso que elegeu a Câmara com a maior renovação em 30 anos. Dos 513 deputados, 244 são novatos. Muitos se elegeram o discurso de “nova política”, como a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). Ela explica a vitória de Maia:

“Existe um regimento que diz que quem dá as cartas são os blocos. O Rodrigo Maia tem o maior bloco e ele é o único que reunia as condições de estar junto com a equipe do governo, com o PSL, com a base aliada e ganhar a eleição. Não adianta ter um monte de boa vontade e não ganhar a eleição. Eleição é matemática, é uma questão pragmática.”

Não adianta ter um monte de boa vontade e não ganhar a eleição. Eleição é matemática, é uma questão pragmática.Joice Hasselmann

 

Além de Rodrigo Maia, formam a Mesa Diretora da Casa os seguintes parlamentares:

1º Vice-Presidente: Dep. Marcos Pereira (PRB-SP).

2ª Vice-Presidente: Dep. Luciano Bivar (PSL-PE).

1º Secretário: Dep. Soraya Santos (PR-RJ).

2º Secretário: Dep. Mário Heringer (PDT-MG).

3º Secretário: Dep. Fábio Faria (PSD-RN).

4º Secretário: Dep. André Fufuca (PP-MA).

Suplente: Dep. Rafael Mota (PSB-RN).

Suplente: Dep. Isnaldo Bulhões (MDB-AL).

Suplente: Dep. Geovânia de Sá (PSDB-SC).

Suplente: Dep. Assis Carvalho (PT-PI).

 

Blocos partidários

Os cargos que compõem a mesa são divididos de acordo com a proporcionalidade dos partidos e blocos partidários na Casa. Antes da eleição, as siglas definiriam com quais outras legendas iriam se unir. Rodrigo Maia aceitou incorporações de partidos que ainda não foram homologadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A manobra, entretanto, o beneficiou. Além de isolar o bloco formado pelo PT, abriu espaço para o bloco que abriga o PDT e o PCdoB, seus aliados. 

Foram formados 3 blocos e há apenas 2 partidos que não participaram dos acordo, o Novo, com 8 deputados, e o PTC, com 2. Confira a composição dos blocos partidários:

- Bancada de 301 deputados: PSL, PP, PSD, MDB, PR, PRB, Democratas, PSDB, PTB, PMN e PSC.

- Bancada de 105 deputados: PDT, Avante, PCdoB, Patriota, PV, Pros, Podemos, PPS, Solidariedade e DC.

- Bancada de 97 deputados: PT, PSol, PSDB e Rede.