POLÍTICA
28/06/2019 10:29 -03 | Atualizado 28/06/2019 11:05 -03

Entre elogios e convites, Bolsonaro e Trump se reúnem para discutir Venezuela, OCDE e livre comércio

"Ele é muito amado pelas pessoas no Brasil", disse Trump sobre Bolsonaro durante encontro do G20. Presidente convidou líder americano para visitar o Brasil.

Reprodução/Facebook
Trump elogiou Bolsonaro e disse que ele é “muito amado pelas pessoas no Brasil”.

Os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump se reuniram nesta sexta-feira (28) em Osaka, no Japão, durante o encontro do G20. Os líderes trocaram elogios e discutiram sobre a guerra comercial com a China, situação da Venezuela, entrada do Brasil na OCDE e o livre comércio entre os dois países. 

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Trump elogiou Bolsonaro e disse que ele é “muito amado pelas pessoas no Brasil”. “Ele é um homem especial que está indo muito bem”, acrescentou. 

Por sua vez, Bolsonaro disse admirar de Trump antes mesmo de ele se tornar presidente. “Sempre o admirei desde antes das eleições, temos muita coisa em comum. Somos dois grandes países que juntos podem fazer muito pelos seus povos.”

Bolsonaro aproveitou a oportunidade para convidar o presidente dos EUA para visitar o Brasil antes das eleições norte-americanas, previstas para 2020. “Espero que nos visite antes das eleições, se for possível”, disse. “Nos interessa e temos o prazer de nos aproximarmos dos Estados Unidos.”

Em resposta, Trump afirmou que o Brasil tem ativos que países nem conseguem imaginar e disse que está entusiasmado para visitar o País. 

Livre comércio

Bolsonaro e Trump também conversaram sobre a ideia de um acordo de livre comércio entre os países.

“Na reunião com o presidente Donald Trump, retomamos assuntos tratados na visita a Washington e introduzimos a ideia de um acordo de livre comércio para fortalecer ainda mais nossa parceria econômica. Trabalhando juntos, Brasil e EUA podem ter impacto muito positivo no mundo”, disse Bolsonaro no Twitter.

Sobre a Venezuela, os dois líderes afirmaram que estão preocupados com os efeitos da ditadura de Nicolás Maduro e Trump reiterou que está trabalhando próximo à Colômbia para ajuda os venezuelanos.

Segundo o líder americano, a crise humanitária que o país enfrenta mostra “o que o socialismo pode fazer”. “Eu tenho assistido aos debates entre reuniões e não me surpreendem. Quando você olha para o socialismo e para o que o socialismo pode fazer, é sobre o que se está falando”, afirmou.

Brasil e os Estados Unidos reconhecem a legitimidade do opositor Juan Guaidó como líder da Venezuela.

Reuniões

Na série de reuniões que teve no Japão no âmbito do G20, Bolsonaro também se reuniu com o presidente do Banco Mundial, David Malpass, e com o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), José Ángel Gurría Treviño.

Com o dirigente do Banco Mundial, Bolsonaro disse ter discutido as perspectivas da “já sólida parceria” entre o Brasil e o banco. “Nosso governo tem interesse em seu apoio ao setor produtivo e em maior atuação sua no financiamento de infraestrutura no Brasil”, afirmou o presidente.

Bolsonaro destacou ter conversado com o secretário-geral da OCDE sobre os próximos passos para uma relação ainda mais forte com a organização. Segundo ele, Gurría Treviño mostrou grande entusiasmo com a agenda de reformas do Brasil.

O presidente também teve encontros informais com os presidentes dos países que compõem o grupo Brics e com o presidente da França, Emannuel Macron.

O encontro de Bolsonaro com o dirigente francês chegou a constar de uma agenda oficial de presidente, mas foi retirada após Macron ter dito que não iria assinar nenhum acordo comercial com o Brasil se o presidente brasileiro se retirasse do acordo climático de Paris.

(Com informações da Reuters)