POLÍTICA
01/02/2019 16:01 -02

Oposição reduz candidatos e insiste em voto aberto anti-Renan Calheiros

Major Olímpio (PSL-SP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) devem desistir de disputar a presidência do Senado.

Roque de Sá/Agência Senado
Senador Major olímpio (PSL-SP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) vão desistir de disputar a presidência do Senado.

A poucas horas da votação para a presidência do Senado, opositores de Renan Calheiros (MDB-AL) reduzem o número de candidaturas e apostam no voto aberto para derrubar o favorito. O rito de preparação para a disputa, marcada para começar às 18h, promete ser longo.

Nos últimos dias, a previsão era de 10 nomes na corrida pelo comando da Casa. Nesta sexta-feira (1º), Major Olímpio (PSL-SP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) devem desistir para fortalecer Davi Alcolumbre (DEM-AP),  apoiado pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. 

Até o início da tarde, apenas Fernando Collor de Mello (PTC-AL) havia oficializado a candidatura. Os parlamentares podem se registrar até o momento da votação.

Antes da sessão nesta tarde, senadores se reuniram para discutir se Alcolumbre poderia ou não presidir os trabalhos. De acordo com o regimento do Senado, caberia ao democrata presidir a sessão, por ser o único membro remanescente da Mesa do Senado da legislatura anterior. Aliados de Renan, no entanto, tentam emplacar José Maranhão (MDB-PB) na função.

Pela manhã, Alcolumbre derrubou uma decisão da Secretaria-Geral da Mesa do Senado, que delegava a condução da disputa a Maranhão. O democrata também exonerou o responsável, o secretário-geral da Mesa, Luiz Fernando Bandeira de Melo.

Alcolumbre está presidindo a sessão iniciada por volta de 15h30 de posse dos senadores. Ela precede os ritos para votação. Apesar de não ter sido definido quem irá presidir a eleição, Renan criticou o adversário. 

Estar no comando até os segundos antes da decisão pode determinar o resultado porque os senadores terão de resolver duas questões controversas. A primeira é se o voto será aberto ou fechado. A segunda é o número mínimo para ganhar, se 21 ou 41 votos, de um total de 81 senadores.

O grupo contrário ao emedebista, que tenta chegar pela quinta vez ao comando do Senado, aposta que a votação aberta é essencial para sua derrota. Nos bastidores, a avaliação é que se for fechada, ele ganha. Será apresentada uma questão de ordem logo no início sobre o tema.

O regimento da Casa prevê voto secreto, mas parte dos parlamentares defende que é possível uma interpretação para que seja aberto. O entendimento é que os colegas ficariam constrangidos em votar em um senador alvo de 9 inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal). Nas redes sociais, opositores a Renan têm usado a tag #VotoAbertoSimRenanNão como forma de pressão.