ENTRETENIMENTO
18/07/2019 02:00 -03

Rei Leão, um clássico emocionante e atemporal em sua versão mais 'realista'

Adaptação em live action do filme da Disney chega aos cinemas nesta quinta-feira (18).

Divulgação

Ao reapresentar uma história atemporal, recheada de temas universais e personagens shakesperianos, O Rei Leão (The Lion King, 2019) se destaca pela capacidade técnica e pelo visual espetacular de suas cenas.

A nova versão do clássico da Disney, que estreia nesta quinta-feira (18) nos cinemas brasileiros, entrega o que há de melhor em termos de tecnologia e produção de imagens dos estúdios hollywoodianos.

Sem grandes mudanças na narrativa que conhecemos na animação de 1994, o longa, que tem Jon Favreau na direção, respeita e celebra o clássico que o originou do início ao fim. E isso é ótimo.

É logo na primeira cena do filme que aparece a tentativa de arrebatar o coração dos fãs saudosistas. Em uma imagem belíssima em plano aberto inspirada nas selvas africanas, a canção original Can You Feel the Love Tonight (vencedora do Oscar de melhor trilha) aparece atualizada nas vozes de Beyoncé e Donald Glover.

A partir daí, o filme se torna terreno conhecido para quem assistiu repetidas vezes à versão de 25 anos atrás. O pequeno leão Simba idolatra seu pai, Mufasa, mais conhecido como o rei da Pedra do Reino, e é fiel ao seu destino de se tornar herdeiro do trono.

Porém, o seu tio Scar tem os seus próprios planos para a terra prometida. A disputa pela Pedra do Reino é repleta de traições, jogos psicológicos e tragédias, o que resulta no exílio de Simba de sua terra natal.

Merece destaque o roteirista Jeff Nathanson, que foi capaz de adicionar novos elementos à trama criada entre Scar e o grupo de hienas, tornando as cenas do remake ainda mais ameaçadoras.

Mesmo para quem assiste ao filme com os olhos de adulto calejado com as nuances da humanidade, é impossível não se impressionar com a maldade de Scar — arrisco a dizer que ele talvez seja o grande vilão da Disney.

Se nessa versão o personagem perde as expressões mais humanas e os olhos esverdeados, ele reaparece com uma imagem ainda mais verossímil que dá a ele um semblante mais sombrio. Adicione os comentários irônicos e a carga psicológica a que o vilão submete o sobrinho para tornar Scar ainda mais impactante.

As vozes que dão vida às falas dos personagens conseguiram assimilar bem as suas personalidades, o que deixa o filme ainda mais divertido. Na versão em inglês, Billy Eichner (voz de Timão) e Seth Rogen (voz de Pumba) arracaram risadas do público com o clássico Hakuna  Matata.

Em busca de um filme bonito e cheio de efeitos especiais, a Disney bebe de influências à la National Geographic e entrega o que promete na versão realista de O Rei Leão.

Porém, isso pode não ser suficiente para brincar com a memória afetiva dos fãs defensores do clássico animado. Há quem fique desconcertado ao perceber a má articulação das expressões faciais dos personagens, um tanto apáticos demais.