ENTRETENIMENTO
28/08/2019 16:14 -03 | Atualizado 14/10/2019 17:27 -03

Ranking Beatles: Todos os 13 discos da banda, do pior para o melhor

O que seria um mundo sem os Fab Four? É isso que propõe o novo filme do britânico Danny Boyle: "Yesterday".

Com a chegada de Yesterday, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (29), embarcamos em uma fantasia que propõe em mundo sem os Beatles. Como ele seria?

Mais triste, com certeza.

A banda formada por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Star conquistou o mundo e transformou a música pop para sempre, ditando moda e transformando costumes.

Ninguém foi mais influente na música do século 20 como esses quatro garotos da classe operária de Liverpool, no norte da Inglaterra, deixando um legado que segue muito vivo até hoje.  

Aliviados com o fato de que eles realmente existiram, embarcamos em uma tarefa das mais complicadas: fazer um ranking dos discos dos Beatles, do pior para o melhor.

Veja o resultado aqui:

13 - Yellow Submarine (1969)

Uma das trilhas sonoras de um dos três longas dos Beatles, Yellow Submarine sai atrás das outras porque possui um lado B totalmente orquestral, relegando as canções pop apenas ao lado A do álbum. E elas estão longe de estar entre as melhores da banda. Bem longe. Talvez a única exceção é a icônica Yellow Submarine, maior sucesso do grupo cantado por Ringo Star. Only a Nothern Song, All Together Now e It’s All too Much não estão no mesmo nível. Talvez só a também divertida Hey Bulldog. All You Need is Love não conta, porque aqui entrou como tapa buraco.

12 - Beatles For Sale (1964)

Diferente de A Hard Day’s NightBeatles For Sale, que é do mesmo ano, ainda trazia alguns covers. Já estava na hora dos Beatles assumirem suas músicas de vez. O problema é que o material original não era tão bom quanto o de A Hard Day’s Night, mesmo com ótimas canções, como No Reply, Eight Days a Week e Every Little Thing.

11 - With The Beatles (1963)

O disco apenas seguiu na esteira de Please Please Me, mas com mais covers que composições originais, o que deixou um gostinho de decepção. Mas as versões dos Beatles para músicas de outros artistas são tão matadoras que compensam qualquer coisa. É impossível não cantarolar junto e sair dançando ao som de delícias como Please Mister Postman, Roll Over Bethoven, You Really got a Hold on Me, I Wanna be Your Man e Money (That’s What I Want).

10 - Let It Be (1970)

John, Paul e George já não conseguiam mais um olhar na cara do outro. Ringo é uma excessão, ele sempre foi amigo de todo mundo. Por isso Ringo é Ringo. O fato de McCartney ter assumido o papel de líder não agradou nada os outros, que discordavam de como a banda vinha sendo administrada. Lennon, para variar, mandou tudo à merda, deixou seu belo hino ecológico Across The Universe e desencanou. Harrison, por sua vez, seguia batendo cabeça com Paul, sempre tentando emplacar suas composições. Mas o poder de McCartney prevaleceu e as grandes músicas dessa confusão total que é Let it Be são de Paul: Let it Be, The Long and Winding Road e Get Back.

9 - A Hard Day’s Night (1964)

Os Beatles largam de vez os covers e mergulham de cabeça nas composições próprias. O esforço deu certo. A dupla Lennon/McCartney trabalhou até a exaustão e apresentou a seus fãs uma verdadeira enxurrada de hits, um mais grudento que o outro. A Hard Day’s Night, If I Fell, And I Love Her, Can’t by me Love, You Can’t do That, I’ll be Back... Em conjunto com o primeiro filme da banda, A Hard Day’s Night é um marco para os Beatles. Foi aqui que eles começaram a deixar seus nomes marcados nos livros de história para sempre. 

8 - Rubber Soul (1965)

Quando ouviu Rubber Soul, Brian Wilson, o gênio dos Beach Boys, ficou tão assustado com a qualidade que a música pop atingiu com os Beatles, que pediu para não excursionar com seu grupo, se trancou em casa e só saiu de lá com outro álbum icônico, Pet Sounds (1966), estabelecendo uma competição criativa entre as bandas. Tanto que Pet Sounds, disco que traz a música preferida de Paul MacCartney de todos os tempos, God Only Knows, forçou os Fab Four a elevar a barra e lançar meses depois o revolucionário Revolver. Rubber Soul pode não ter a maturidade do álbum que o seguiu, mas mostra os primeiros passos da banda para deixar de lado do rótulo de “reis do iê-iê-iê”. Ele traz melodias e letras bem mais complexas e adultas, como Norwegian Wood, In My Life, Nowhere Man, entre outras. 

7 - Magical Mystery Tour (1967)

Trilha sonora de um bizarro especial de Natal para a BBC, Magical Mystery Tour pode ter algumas composições não tão brilhantes dos Fab Four, mas, além do tema do filme, traz dois clássicos dos clássicos da psicodelia: I’m The Warlus e Strawberry Fields Forever. Mesmo com Paul nos presenteando com The Fool on The Hill e Penny Lane, é um disco em que John Lennon se sobressai. Além das já citadas I’m The Warlus e Strawberry Fields Forever, ele também assina All You Need is Love. Só isso. 

6 - The Beatles (White Album) (1968)

Os primeiros rachas na relação entre os integrantes dos Beatles começaram interferir no trabalho da banda. O White Album é a prova dessa desunião, um disco em que nenhum dos maiores compositores do grupo abriu mão de suas criações, fazendo deste um álbum grande demais e desigual. O lado bom é que George Harrison passou a ter mais espaço e traz seu amigo Eric Clapton para tocar em uma de suas melhores músicas como um Beatle: While my Guitar Gently Weeps. O disco do “cada um por si” traz algumas canções dispensáveis, mas ainda estamos falando de Beatles, que aqui também entregam clássicos como Back in the U.S.S.R, Dear Prudence, Blackbird, I Will, Julia e Helter Skelter

5 - Help! (1965)

Auge popular do quarteto de Liverpool, Help! marcou o lançamento do segundo filme dos Beatles, consolidando seu plano de dominação mundial. Era quando, segundo John Lennon, eles eram mais populares que Jesus. Também, com essa quantidade de hits incríveis como Help!Ticket to Ride, You’ve got to Hide Your Love Away e nada mais, nada menos que Yesterday, a maior balada de todos os tempos... Não há Cristo que resista.

4 - Please Please Me (1963)

Foi como tudo começou. De banda de covers tocando por intermináveis horas em inferninhos de Hamburgo, na Alemanha, à nova sensação da música pop. Os Beatles se apresentam ao mundo com ótimas composições próprias que dariam o tom da cena jovem dali para frente. É incrível como ainda muito novos, aqueles garotos da classe operária de Liverpool já mostravam uma maturidade sonora daquelas. Outro fato inacreditável é ver como I Saw Her Standing There, Please Please Me e Love me Do ainda soam frescas, canções que ainda hoje agradam um público que vai dos 8 aos 80 anos. 

3 - Abbey Road (1969)

Último disco gravado pelos Beatles, mas lançado antes de Let it Be, Abbey Road é a despedida que a banda merece, sem as brigas que ficaram tão evidentes no processo de criação de Let it Be. Os integrantes da banda já sabiam que esse seria o derradeiro trabalho juntos e já estavam em paz com isso. Um dos mais aliviados com o fim das tensões era George Harrison, que aqui entrega duas de suas melhores músicas no grupo: Something e Here Comes The Sun. John, que já estava de saco cheio dos Beatles, ainda entregou a icônica Come Together. Já Paul via se comando ruir de vez, e individualmente este não é um de seus melhores momentos na banda. Porém, em um último esforço, a lendária parceria entre ele e John foi refeita mais uma vez, com os dois compondo juntos um incrível medley que vai de You Never Give me Your Money até The End. Não havia outra forma mais perfeita do que encerrar a incrível trajetória dos Beatles de outro jeito.

2 - Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967)

Mesmo que o disco não tenha saído exatamente como os Beatles queriam inicialmente - Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band era para ser um álbum conceito, com todas as músicas conversando entre si -,  Sgt Pepper’s transformou o flerte com a psicodelia que começou em Revolver e o transformou em um relacionamento sério. Enquanto John mergulhava de cabeça no LSD (Lucy in the Sky With Diamonds), Paul seguia por um caminho mais clássico/nostálgico (When I`m Sixty Four, She’s Leaving Home) e George se entregava totalmente à música indiana (Within You Without You). Além de algumas trocas entre Paul e John se influenciando mutuamente, como em A Day in The Life e Being For The Benefit of Mr. Kite! São os Beatles abandonando de vez a gritaria dos shows ao vivo e pensando a música pop como sinfonias construídas no estúdio.

1 - Revolver (1966)

É o disco que marca a maturidade dos Beatles que se anunciava desde Rubber Soul. Mas Revolver é mais consistente e inovador que o disco anterior, com o trio John (Tomorrow Never Knows, I’m Only Sleeping, She Said She Said), Paul (Eleanor Rigby, For no One, Got to get You Into my Life) e George (Taxman, Love You Too, I Want to Tell You) inspiradíssimos. Até a capa - criada pelo artista alemão Klaus Voormann, amigo do grupo desde os tempos dos shows em Hamburgo - demonstra uma virada radical na imagem da banda. É o LSD começando a fazer efeito.