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17/04/2019 12:59 -03 | Atualizado 17/04/2019 15:11 -03

Ex-presidente do Peru Alan García se mata para não ser preso em caso Odebrecht

García estava envolvido em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro vinculado à construção de uma linha de metrô em Lima.

ASSOCIATED PRESS

O ex-presidente do Peru Alan García morreu na manhã desta quarta-feira (17), após atirar contra a cabeça ao receber uma ordem de prisão. 

De acordo com informações médicas, García, 69 anos, chegou a ser levado ao Hospital Casimiro Ulloa, onde foi operado, mas teve três paradas cardíacas e outras complicações. 

O ex-presidente atirou após a chegada de agentes da Divisão de Investigação de Delitos de Alta Complexidade, com uma ordem de prisão preventiva de 10 dias.

García estava envolvido em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro vinculado ao caso Odebrecht, na construção da Linha 1 do Metrô de Lima.

De acordo com o site do jornal peruano “El Comercio”, o ex-presidente era acusado de receber dinheiro ilegal da empreiteira em uma campanha eleitoral em 2006.

No Twitter, o atual presidente do Peru, Martín Vizcarra, publicou uma mensagem de pesar em respeito aos familiares e amigos.

 

Ordens de prisão

Outros dois políticos também receberam ordens de prisão hoje (17), Luis Nava, ex-secretário geral da Presidência no governo Alan García, e Miguel Atala, ex-vice-presidente da PetroPerú.

Ontem (16), em sua conta no Twitter, García escreveu que, “como em nenhum documento sou mencionado e nenhum indício nem me evidencia nem me alcança, só resta especulações ou que inventem intermediários. Jamais me vendi e está provado”.

García está sendo investigado pelo Ministério Público do Peru, e impedido de deixar do país. Ele vivia em Madri desde 2016 e, no ano passado, quando estava no Peru, recebeu a ordem de que não poderia deixar o país por 18 meses, para assegurar a sua presença no processo.

Em dezembro do ano passado, García pediu asilo político ao Uruguai, alegando perseguição política, mas teve o pedido negado. À época, o presidente uruguaio Tabaré Vázquez afirmou que o caso de García não era perseguição política e que, no Peru, “funcionam autônoma e livremente os três poderes do Estado, especialmente o Poder Judiciário”.

(Com informações da Agência Brasil.)