ENTRETENIMENTO
22/11/2019 14:25 -03 | Atualizado 29/11/2019 23:20 -03

Aqui estão os 5 piores finais de novela de todos os tempos

Às vésperas do último capítulo de "A Dona do Pedaço", relembramos algumas das maiores decepções da teledramaturgia brasileira.

Chegou o dia. Terminou na (22) a novela A Dona do Pedaço, um dos folhetins das 21h mais bizarros dos últimos anos. Mesmo recheada de situações sem o menor sentido e personagens rasos, a trama de Walcyr Carrasco foi um sucesso, tanto de público quanto comercial, com uma abordagem até hoje inédita com relação ao merchandising.

E foi pensando nessa jornada errática que decidimos fazer uma lista com os 5 piores finais de novelas de todos os tempos.

Veja aqui se você concorda com a gente e dê mais sugestões nos comentários.   

América (2005)

A irregular novela de Glória Perez está longe de ser um fracasso de audiência. Na verdade, foi o contrário. Mas o gosto que deixou no final foi dos mais amargos. Muito por conta do aguardadíssimo primeiro beijo gay da teledramaturgia brasileira. Estava tudo pronto para a cena entre Zeca e Júnior (Erom Cordeiro e Bruno Gagliasso) ser exibida no último capítulo de América, mas a Globo acabou desistindo da “ousadia”. No final das contas, o primeiro beijo gay em uma novela aconteceu apenas em 2013, em Amor à Vida. Isso sem falar no fato de que os protagonistas Sol e Tião (Deborah Secco e Murilo Benício) não ficaram juntos. Decepção foi pouco.

Tempos Modernos (2010)


A pior novela de todos os tempos não poderia estar fora dessa lista. Se bem que seu último capítulo não decepcionou, já que ninguém esperava nada da trama que marcou (de forma negativa, claro) a estreia de Bosco Brasil como autor de novelas na Globo. Tanto que esta foi sua primeira e última no canal. Misturando thriller tecnológico com comédia e drama familiar, Tempos Modernos quase acabou com a carreira de Grazi Massafera - que  hoje brilha em Bom Sucesso - como atriz de folhetins globais. O final, assim como toda a história, foi totalmente sem pé nem cabeça. 

Passione (2010)


Pois é, 2010 foi um ano especial... (só que não). Silvio de Abreu sempre foi conhecido por usar o artifício do “quem matou quem” em suas novelas. Mas esse truque nem sempre funciona. Foi exatamente o que aconteceu com a rocambolesca Passione. A trama original nem teria nada do gênero, mas a baixa audiência forçou o autor a apelar à velha estratégia. Mas foi aí que a história desandou de vez, com personagens que ressurgiam dos mortos aos montes. Até a vilã Clara (Mariana Ximenes), que pensou ter matado Totó (Tony Ramos), mas não matou, forjou sua própria morte no último capítulo. Sério isso?! 

Em Família (2014)


Manoel Carlos é um dos mais respeitados autores de novelas da teledramaturgia brasileira. No entanto, sua última trama não chegou nem aos pés de seus maiores sucessos, como Por Amor (1997) e Laços de Família (2000). O casal formado por Luísa (Bruna Marquezine) e Laerte (Gabriel Braga Nunes) simplesmente não emplacou. O público não aguentava mais as loucuras de Laerte e passou a ignorá-lo. Tanto que nem ligou quando ele foi morto no último episódio. A apatia da audiência era tamanha que ninguém se importou com a falta de resolução da subtrama que envolvia Juliana (Vanessa Gerbelli), que supostamente havia matado Gorete (Carol Macedo). O mistério ficou no ar para a eternidade.

Fina Estampa (2011)


O sucesso de uma novela nem sempre reflete uma boa trama. Um exemplo típico desse fato é Fina Estampa, de Agnaldo Silva. O maior sucesso entre os folhetins de 2011 deve muito de sua boa audiência a um personagem: o mordomo Crô (Marcelo Serrado). Tanto que o personagem ganhou até dois tardios filmes solo, Crô - O Filme (2013) e Crô em Família (2017). Mas nem ele teve um fim decente na novela, que terminou sem revelar o grande mistério em torno de seu amante. Mas o grande problema mesmo era eterna e arrastada briga entre a rica Tereza Cristina (Christiane Torloni) e a faz tudo Griselda (Lilia Cabral), a Pereirão. E a conclusão das rivais foi tão absurdo e sem sentido que ninguém entendeu até hoje o que aconteceu.