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18/06/2019 19:54 -03 | Atualizado 18/06/2019 19:55 -03

Subprocurador Mário Bonsaglia lidera lista para suceder Dodge em setembro

Decisão será de Bolsonaro, que ainda não sinalizou se escolherá procurador-geral entre eleitos da lista tríplice.

Antonio Cruz/Agência Brasil
O subprocurador da República Mário Bonsaglia teve 478 votos e ficou em primeiro lugar na lista tríplice.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) definiu nesta terça-feira (18) a lista tríplice que será enviada ao presidente Jair Bolsonaro para a escolha do novo Procurador-Geral da República (PGR). De acordo com a votação, em primeiro lugar ficou o subprocurador da República Mário Bonsaglia, com 478 votos.

Em seguida ficaram os subprocuradores Luiza Frischeisen (423) e Blal Dalloul (422). A lista, que é elaborada desde 2001, foi feita internamente entre os membros do Ministério Público Federal (MPF) em todo o pais em função do término do mandato da atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge,  em 18 de setembro. O presidente não é obrigado por lei a seguir as indicações.

Dodge não figura entre os indicados na lista por não ter se candidatado, mas poderia ser reconduzida para mais dois anos no cargo. O indicado pelo presidente precisará ser sabatinado e ter nome aprovado pelo Senado antes de tomar posse.

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No início do mês, Dodge disse que está que está “à disposição” para uma eventual recondução ao cargo.

Dodge foi indicada para o cargo pelo então presidente Michel Temer em 2017. Ela ficou em segundo lugar na lista tríplice. No início do mês, a procuradora disse que está que está “à disposição” para uma eventual recondução.

Mais cedo, ao ser questionado se será escolhido um nome da lista tríplice apresentada pelos procuradores, Bolsonaro disse que ainda não tinha visto a lista e que qualquer nome poderia ser indicado. “Todos que estão dentro, estão fora, tudo é possível. Vou seguir a Constituição”, afirmou.

A lista tríplice foi criada em 2001 e é defendida pelos procuradores como um dos principais instrumentos de autonomia da carreira. De acordo com a Constituição, o presidente da República pode escolher qualquer um dos procuradores em atividade para o comando da PGR. De 2003 a 2017, durante os governos Lula e Dilma, o nomeado foi o mais votado pelos membros da ANPR.