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23/07/2019 17:36 -03 | Atualizado 23/07/2019 18:06 -03

PF prende 4 em operação contra suspeitos de envolvimento em invasão de celular de Moro

A assessoria de imprensa da PF confirmou a jornalistas que os alvos da operação são acusados de hackearem o celular do ministro.

Adriano Machado / Reuters

A Polícia Federal cumpriu quatro mandatos de prisão temporária e sete de busca e apreensão nesta terça-feira (23) em uma operação contra suspeitos da invasão de celular do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em nota divulgada, a PF não dá detalhes e afirma que a operação Spoofing visa “organização criminosa que praticava crimes cibernéticos”.

“As investigações seguem para que sejam apuradas todas as circunstâncias dos crimes praticados”, diz a nota da PF. “As informações se restringem às divulgadas na presente nota.”

A assessoria de imprensa da Polícia Federal confirmou depois a jornalistas que os alvos da operação são acusados de hackearem o celular do ministro da Justiça, Sergio Moro.

As conversas
Desde 9 de junho, o The Intercept vem publicando diálogos atribuídos ao ex-juiz e a procuradores da força-tarefa da Lava Jato. A suspeita de Moro é de que essas conversas teriam sido hackeadas do seu celular ou do aparelho de integrantes do Ministério Público.

No material divulgado, com veracidade confirmada segundo o site, há troca de mensagens que indica interferência de Moro em diversos momentos da operação. É como se um árbitro atuasse em favor de uma das partes do processo.As conversas também confirmadas pela revista Veja e pelo jornal Folha de S. Paulo.

Tanto Moro quanto o procurador Deltan Dallagnol não confirmam a integralidade das conversas, mas também não negam com veemência.

Além de não negar, Moro diz que as conversas podem ter sido editadas e tiradas de contexto. Tal incerteza é o que tem gerado críticas em relação ao material do Intercept.

O trabalho do ex-juiz está em xeque desde então. Ele já prestou esclarecimentos à Câmara e ao Senado Federal. Em ambas as casas afirmou que não fez nada fora da lei, disse que é comum o juiz conversar com advogados e alegou que está sendo vítima de um ataque de criminosos que querem destruir a operação.