POLÍTICA
27/06/2019 14:46 -03 | Atualizado 27/06/2019 15:25 -03

Mais da metade dos brasileiros não confia em Bolsonaro, segundo pesquisa CNI/Ibope

Em 2 meses, subiu de 40% para 48% a parcela que desaprova a maneira de o presidente governar, e de 45% para 51% os que não confiam nele.

Adriano Machado / Reuters

Uma pesquisa CNI/Ibopedivulgada nesta quinta-feira (27) mostra que mais da metade dos brasileiros não confia no presidente Jair Bolsonaro. O índice subiu de 45%, em abril, para 51% em junho.

Aumentou também a parcela dos brasileiros que dizem “desaprovar a maneira de governar do presidente”, de 40% há dois meses, para 48%. A aprovação recuou de 51% para 46%.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em 126 municípios, entre 20 e 26 de junho de 2019. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O percentual dos entrevistados que avaliam o governo como ruim ou péssimo subiu de 27% para 32%, alcançando agora o mesmo patamar dos que consideram o governo como regular (32%) e como ótimo ou bom (32%). Esse último oscilou dentro da margem de erro, de 35% em abril para 32%.

Quando a avaliação é em relação “ao restante do governo”, 39% responderam ter uma perspectiva boa ou ótima.

Ainda segundo a pesquisa, a queda na popularidade de Bolsonaro é maior entre as mulheres. Hoje, 54% delas desaprovam a maneira de governar do presidente, contra 42% dos homens. Em relação à confiança, 57% das mulheres disseram não confiar em Bolsonaro, contra 44% dos homens.

A melhor avaliação do governo se dá na área de segurança pública, com 54% dos entrevistados respondendo que aprovam sua atuação sobre o tema. Na sequência, vêm as áreas de meio ambiente (46%), combate à inflação (45%), combate à fome e à pobreza (43%) e educação (42%).

A maior parte dos brasileiros - 47% - também ainda considera o governo Bolsonaro melhor que o de Michel Temer, contra 33% que dizem ser “igual” e 17%, pior. 

Questionados ainda sobre a percepção do noticiário, 45% respondeu ser mais desfavorável ao governo, enquanto 20% disseram considerar mais favorável e 25%, “nem favorável nem desfavorável”.