Comida

O pastel de Belém legítimo: Por dentro da loja portuguesa que vende a iguaria

Diariamente, 5.000 clientes passam na Pastéis de Belém, em Lisboa, que oferece outros quitutes como pastel de bacalhau e marmelada.
Uma média de 21 mil pastéis de Belém é produzida diariamente.
Uma média de 21 mil pastéis de Belém é produzida diariamente.

Praticamente todo mundo que visita Lisboa pela primeira vez inclui no roteiro de lugares imperdíveis uma passadinha na loja oficial dos Pastéis de Belém. Dia e noite, o local fica lotado de turistas em busca do original e irresistível pastel de Belém, feito com massa folhada crocante recheada com creme especial (a receita é secreta!) e que pode ser polvilhado com açúcar e canela.

Mas o que muita gente não sabe é que lá dá para provar uma série de outros doces, salgados e bebidas. O cardápio possui mais de 100 opções. Miguel Clarinha, gerente da fábrica, conta que o pastel de bacalhau (€ 1,60/unidade), a marmelada (€ 9/quilo) e o bolo rei (€ 19/quilo) são os quitutes mais vendidos, se não contabilizarmos o carro-chefe da casa, claro, que representa 75% de todo o faturamento.

Também é possível provar croquete, torta de chocolate, empada, mil-folhas, crepe, coxinha, bolo de brigadeiro, folhado e vários tipos de sanduíches, entre outras delícias. Para acompanhar os petiscos, há desde café expresso (€ 0,85) e cappuccino (€ 2,40) a dezenas de bebidas alcoólicas, como cerveja, vinho, whisky, licor e coquetéis.

Como a espera por uma mesa pode demorar um bom tempo (são 400 lugares disponíveis), os clientes aproveitam a visita para experimentar outros produtos além do queridinho pastel de Belém. E tem para todos os gostos.

Melhor horário para visitar a loja

Por dentro da loja Pastéis de Belém. 
Por dentro da loja Pastéis de Belém. 

Em um lugar tão disputado assim, é sempre bom saber os horários mais vazios para otimizar o tempo. Claro que nada é garantido, mas seguir as sugestões dos funcionários pode ser uma boa. Segundo eles, o ideal para quem quer maior tranquilidade é ir ao local logo cedinho ou então no final do dia (o funcionamento é das 8h às 23h).

O período das 10h às 16h é o mais movimentado, até porque os turistas aproveitam as visitas aos pontos históricos do entorno para passar por lá — a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos e o Mosteiro dos Jerônimos ficam na mesma região. Em feriados e aos finais de semana, o número de pessoas também aumenta, principalmente aos domingos.

O gerente Miguel Clarinha diz que o local recebe cerca de 5.000 clientes por dia. Uma média de 21 mil pastéis de Belém é produzida diariamente para atender à demanda e, durante o verão, época mais lotada, a produção chega a 45 mil pastéis diários. A equipe conta com 191 colaboradores.

Bolo rei é um dos quitutes vendidos na famosa loja de pastéis de Belém. 
Bolo rei é um dos quitutes vendidos na famosa loja de pastéis de Belém. 

História da fábrica

Reconhecidos em 2011 como uma das 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal, os icônicos pasteizinhos foram vendidos pela primeira vez em 1834 por clérigos do Mosteiro dos Jerônimos, em uma tentativa de subsistência.

Em 1837, o comerciante Domingos Rafael Alves, dono de uma refinaria de açúcar, adquiriu a receita secreta e passou a vendê-la em seu estabelecimento, produzindo o que hoje conhecemos como pastel de Belém.

O nome do doce, aliás, faz referência apenas aos produzidos nesta fábrica. Os outros similares vendidos tanto em Portugal quanto em outros países deveriam ser chamados apenas de pastéis de nata.

Em frente à loja, fila entre turistas e locais. 
Em frente à loja, fila entre turistas e locais.