LGBT
01/07/2019 10:29 -03 | Atualizado 01/07/2019 10:29 -03

Parada LGBT no mundo: Nova York homenageia 50 anos de Stonewall

Na Turquia, manifestação foi interrompida por bombas de gás e balas de borracha.

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Cinquenta anos após o levante de Stonewall, as ruas de Nova York lembraram o episódio histórico. 

No último fim de semana do mês que marca o orgulho LGBT no mundo, milhões de pessoas foram às ruas em diversos países para celebrar conquistas e defender avanços sociais. Em Nova York, a parada homenageou os 50 anos do levante de Stonewall, marco na trajetória de luta da comunidade LGBT. 

Em 28 de junho de 1969, a polícia de Nova York invadiu o bar Stonewall Inn, localizado em Manhattan, conhecido por ser um dos poucos locais da época que aceitavam a presença de gays, lésbicas, trans e drag queens. O episódio desencadeou uma onda de protestos na luta pelos direitos LGBT.

É por causa desta revolta que o mês LGBT é comemorado em junho e que o “Dia do Orgulho” para essa população é celebrado em 28 de junho. Na época, ter “orgulho” de ser LGBT era um crime. E ficar “dentro do armário” era a lei. Até 1969, era proibido manter relações com pessoas do mesmo sexo em todos os Estados norte-americanos, exceto Illinois.

Cinquenta anos depois, as ruas de Nova York e de outras cidades americanas, relembraram o episódio histórico. 

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Principal parada LGT de Nova York lembra 50 anos do levante de Stonewall.

Cerca de 4 milhões de pessoas tomaram as ruas de Nova York neste sábado (29), na principal parada LGBT da cidade. 

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Estimativa é que 4 milhões tenham ido às ruas em Nova York.

A parada começou em em Greenwich Village e percorreu a Sexta Avenida em direção ao Central Park.

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Principal ato em Nova York começou em em Greenwich Village e percorreu a Sexta Avenida em direção ao Central Park.

O prefeito democrata de Nova York, Bill de Blasio, defensor dos direitos LGBT classificou o ato como o “maior da história”.

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Prefeito de Nova York, Bill de Blasio, defensor dos direitos LGBT classificou o ato como o “maior da história”.

Outras milhares de pessoas participaram de manifestação alternativa.

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Em Nova York, grupo organizou parada LGBT alternativa.

O grupo percorreu o mesmo caminho feito pelos manifestantes da parada do Orgulho LGBT de 1970, a primeira depois de Stonewall. 

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Parada alternativa em Nova York percorreu mesmo caminho feito pelos manifestantes da parada do Orgulho LGBT de 1970, a primeira depois de Stonewall. 

Em Istambul, na Turquia, a manifestação terminou com bombas de gás e balas de borracha. Pelo quinto ano consecutivo, a marcha anual foi banida no país sob comando do governo autoritário de Recep Tayyip Erdoğan. 

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Parada LGBT em Istambul terminou com bombas de gás e balas de borracha. 

Um acordo com a polícia permitia que os organizadores lessem um manifesto e depois dispersassem. Parte dos manifestantes permaneceu no local e foi alvo da polícia.

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Polícia turca prende membro da comunidade LGBT.

Na América Latina,, as ruas de Medellín, na Colômbia, também celebraram o orgulho LGBT, neste domingo. A estimativa é que 40 mil pessoas tenham participado do ato.

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Cidade colombiana de Medellín organiza marcha pelo orgulho LGBT.

Outras cidades colombianas, como Cali e Cartagena também organizaram paradas no fim de semana.

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Outras cidades colombianas, como Cali e Cartagena também organizaram paradas no fim de semana.

Em meio à grave crise política e econômica, a Venezuela também participou das manifestações.

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Em meio à grave crise política e econômica, a Venezuela também participou das manifestações.

A comunidade LGBT participou de atos na capital venezuelana, Caracas.

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A comunidade LGBT participou de atos na capital venezuelana, Caracas.

Em Paris, a parada percorreu percurso de 5,5 quilômetros e acabou na Praça da República. A Inter-LGBT esperava até 500 mil pessoas em um dos dias da onda de calor na região.

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Em Paris, a parada LGBT reuniu cerca de 500 mil pessoas.

Na capital francesa, milhares se reuniram no último sábado (29). Neste ano, o tema do desfile foi a defesa da abertura da reprodução medicamente assistida a todas as mulheres, incluindo solteiras e lésbicas. A medida deve ser incluída em um projeto de lei em discussão no Legislativo.

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Parada LGBT em Paris foca em direitos de reprodução assistida para todas as mulheres.